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CNI diz que redução de juros é tímida e não muda cenário de endividamento

Metrópoles ·
CNI diz que redução de juros é tímida e não muda cenário de endividamento

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou como adequada, porém tímida, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, nesta quarta-feira (16/9).

Para a entidade, há condições para a continuidade do ciclo de flexibilização monetária , diante do comportamento recente da inflação e dos sinais de enfraquecimento da atividade econômica.

Na avaliação da CNI, a trajetória da inflação reforça esse diagnóstico.

O índice acumulado em 12 meses até agosto chegou a 4,22%, com melhora nas expectativas de mercado e convergência gradual em direção à meta de 3% ao ano.

Leia também Economia Copom não dá pistas sobre novo corte de juros, após 5ª redução da Selic Brasil Copom reduz taxa Selic e juros caem para 13,75% ao ano Brasil Deflação de agosto reforça apostas para corte da Selic no próximo Copom Brasil Ata do Copom volta a citar política fiscal como fator de risco Nesse cenário, a entidade defende que a manutenção de juros elevados por período prolongado tende a impor custos adicionais à economia sem ganhos proporcionais no controle inflacionário .

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que há espaço para aprofundar o ciclo de cortes.

Segundo ele, manter a taxa básica em patamar restritivo por mais tempo do que o necessário amplia o custo para a atividade econômica e não se mostra indispensável para garantir a estabilidade de preços.

“É essencial que o Banco Central dê continuidade ao ciclo de redução da Selic.

Manter a taxa básica em patamar tão restritivo por período prolongado significa impor à economia um custo maior do que o necessário para assegurar a estabilidade de preços.

Há espaço para avançar no ciclo de cortes sem comprometer a convergência da inflação para a meta”, afirmou.

Reflexo De acordo com a CNI, o patamar elevado de juros continua sendo transmitido ao crédito.

Em julho de 2026, a taxa média das operações com recursos livres alcançou 47,7% ao ano , com alta de 1,8 ponto percentual em 12 meses.

Entre pessoas físicas, os juros chegaram a 60% ao ano , enquanto para empresas ficaram em 25,4% ao ano.

“O encarecimento do crédito tem pressionado a capacidade de pagamento dos tomadores.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.

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