PF torna Lulinha maior passivo de Lula a 6 semanas da eleição
Ao se relacionar com a lobista Roberta Luchsinger, Lulinha mostrou que ainda ama a confusão. E é plenamente correspondido, revela a Polícia Federal. Mensagens obtidas pelos investigadores fornecem sólidos indícios de que o primogênito de Lula traficou influência no governo do pai.
Em relatório divulgado pela revista Veja, a PF reintroduz no palco um personagem seminovo: Fernando Bittar. É velho amigo e antigo sócio de Lulinha. Ganhou notoriedade no escândalo do petrolão. Era um dos proprietários do célebre sítio de Atibaia, cuja lembrança lateja na biografia de Lula como uma unha encravada.
Segundo os investigadores, não há dúvida de que a lobista Roberta mantinha uma sociedade oculta com Lulinha e Bittar para intermediar negócios no governo. Os três expunham intimidades e traficâncias num grupo de Zap batizado de "Musaranhos" — o musaranho é um mamífero parecido com o rato.
Graças à Polícia Federal, Lulinha tornou-se o maior passivo de Lula a seis semanas da eleição. Resta ao presidente um consolo e uma torcida. Consola-se porque, na oposição, a única novidade é a decisão de Flávio Bolsonaro de tratar o caso Dark Horse como "página virada". Torce para que a PF revele ainda no primeiro turno o destino dos R$ 61 milhões que o filho do capitão mordeu de Daniel Vorcaro.
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