Entra e sai eleição: por que os candidatos escondem o que pensam?
Entra eleição, sai eleição, e uma das reclamações mais correntes é sempre a mesma: a generalidade das propostas de quase todos os candidatos.
Isso acontece especialmente com os que ambicionam a Presidência da República e os governos estaduais.
O que pretendem fazer caso se elejam? Que soluções oferecem para os principais problemas que enfrentarão? Afinal, como escolher, entre eles, os mais aptos se muitas vezes preferem esconder o que de fato pensam para não perder votos? Em 1961, Jânio Quadros chegou à Presidência prometendo varrer a corrupção.
Como cultor do português castiço, falava uma língua que poucos entendiam.
Em 1989, Fernando Collor de Mello se elegeu presidente como o candidato que era contra “tudo o que está aí”.
Já Fernando Henrique Cardoso governou o país duas vezes seguidas nas asas do Plano Real, que dominou a inflação por um bom tempo.
Esse, pelo menos, pode alegar que dispunha de um plano concreto e inteligível com começo, meio e fim.
Lula o sucedeu em 2002 na base do “Lulinha, paz e amor”.
Ele foi o autor de uma “Carta aos Brasileiros”, na verdade dirigida aos banqueiros que tanto o temiam.
O tom era bem diferente daquele de 1989, quando ameaçava “botar pra quebrar” e defendia o não pagamento da dívida externa.
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