MP vai investigar vazamento de dados sigilosos de câmeras do programa Smart Sampa de SP
Câmeras de vigilância do programa Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo.
Divulgação/PMSP O Ministério Público de São Paulo anunciou nesta terça-feira (20) que vai investigar o vazamento de dados sigilosos do programa Smart Sampa, o sistema de monitoramento por câmeras e reconhecimento facial da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) na capital paulista.
O caso foi distribuído às Promotorias de Justiça do Patrimônio Público.
Segundo MP, após a distribuição, será definido qual promotor ou promotora ficará responsável pela investigação.
O vazamento foi revelado em reportagem publicada nesta terça (20) pelo portal Uol.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo confirmou que houve vazamento de dados e informou que um servidor foi identificado e afastado por causa do caso.
Segundo a administração municipal, o servidor é alvo de uma investigação conduzida pela Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana (GCM).
De acordo com o UOL, informações sigilosas do sistema ficaram expostas na internet por cerca de 11 meses, permitindo o acesso indevido a imagens de mais de 58 mil câmeras conectadas à plataforma, incluindo equipamentos instalados em ruas, escolas, creches e hospitais da capital paulista.
A Prefeitura de São Paulo confirmou o vazamento, mas negou que tenha ocorrido uma falha de segurança no Smart Sampa.
Segundo a gestão municipal, os dados foram divulgados ilegalmente por um agente que tinha acesso autorizado ao sistema.
"O que houve foi um vazamento ilegal de dados por parte de um servidor entre os mais de 7.500 agentes de segurança.
Ele já foi identificado, afastado e sua conduta está sendo investigada pela Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana", afirmou a prefeitura.
Central de monitoramento do Smart Sampa Reprodução/Prefeitura de São Paulo O professor da área de segurança pública da FGV, Rafael Alcadipani, disse que é preciso fazer uma revisão dos controles de acesso e de uma análise detalhada de quem tem ou pode ter acesso a essas informações.
Segundo ele, quando os controles de acesso não estão adequados, as informações que deveriam ser utilizadas para proteger o cidadão podem ser usadas para cometer crimes contra ele.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.