Vacinas de mRNA contra o câncer avançam além do melanoma; veja onde a tecnologia já chegou
Seringa e frasco de medicamento em imagem ilustrativa; vacinas personalizadas de mRNA são pesquisadas como tratamento contra diferentes tipos de câncer.
Pexels As vacinas personalizadas de RNA mensageiro contra o câncer deram nesta quarta-feira (19) o passo mais importante até agora desde que começaram a ser testadas em pacientes.
Um estudo com 1.137 pessoas com melanoma mostrou que uma dessas vacinas, chamada intismeran, conseguiu reduzir o risco de o câncer voltar ou se espalhar quando usada junto com a imunoterapia pembrolizumabe. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Foi a primeira vez que uma terapia personalizada contra o câncer baseada em mRNA apresentou resultado positivo em um estudo de Fase 3, etapa em que um tratamento é testado em um grande número de pacientes antes de uma possível aprovação. ➡️ Mas o melanoma é apenas a parte mais avançada de uma área de pesquisa bem maior.
Há estudos com estratégias semelhantes em câncer de pâncreas, mama triplo-negativo, pulmão, rim, bexiga e outros tumores.
O nível de evidência, porém, varia bastante: em alguns casos há apenas poucos pacientes acompanhados em estudos iniciais; em outros, ensaios de Fase 3 já estão em andamento.
De forma prática, isso significa que não existe hoje uma “vacina contra o câncer” capaz de tratar diferentes tumores.
O que existe é uma tecnologia que começa a mostrar que pode funcionar em determinados contextos e que, pela primeira vez, conseguiu chegar a um resultado positivo em um grande estudo clínico.
“É um ponto de virada importante, só que com uma ressalva também importante.
É um ponto de virada para o campo das vacinas personalizadas contra o câncer, mas ainda não o ponto final da validação desse tipo de tecnologia”, afirma ao g1 Walter da Costa, gerente médico do A.C.Camargo Cancer Center.
Entenda abaixo onde essa tecnologia já chegou, como as vacinas são produzidas e o que ainda falta provar. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Agora no g1 O que são essas vacinas e por que o melanoma virou o caso mais avançado? Apesar do nome, elas não funcionam como as vacinas usadas para prevenir gripe, Covid-19 ou outras infecções. ⚠️ São vacinas terapêuticas, aplicadas depois do diagnóstico do câncer e produzidas a partir das características do tumor de cada paciente.
O processo começa com uma amostra retirada por cirurgia ou biópsia.
O material é sequenciado para identificar mutações específicas das células cancerígenas e os chamados neoantígenos, que podem funcionar como alvos para o sistema imunológico.
Essas informações são então codificadas em RNA mensageiro para estimular células de defesa, principalmente os linfócitos T, a reconhecer e atacar o tumor.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.