Flamengo não se limita a vencer; convence, encanta e guerreia
Nos 13 minutos iniciais, três chances de gol para o Flamengo, duas claras, com Léo Ortiz, de cabeça, e Pedro, em dividida com o goleiro Otávio. Entre ambas, um arremate de Samuel Lino, interceptado por Otávio, aos 7, 12 e 13.
Aos 20, 75% de posse de bola rubro-negra, oito finalizações contra nenhuma, três entre as três traves.
No banco carioca, Luiz Araújo, Lucas Paquetá, Carrascal e Bruno Henrique. Fala sério!
Depois da desnecessária, e irritante, parada para hidratação, o Flamengo continuou com seu show, Pedro chutou na rede pelo lado de fora e, aos 34, deu de letra para Dom Arrascaeta chapar no ângulo e, enfim, fazer o 1 a 0 que deveria ser, no mínimo, 2 a 0 e, se fosse, 3, não seria exagero.
Gerson, vaiado a cada toque na bola, talvez estivesse se perguntando por que não estava de camisa vermelha e preta, coisa que nem passava pela cabeça do uruguaio da lei do ex.
Embora de um time só, o clássico era bom e jogado na bola, sem a bobagem que os narradores gostam de dizer que a Libertadores é diferente. Prova disso foram os apenas 2 minutos de acréscimos, graças à parada técnica.
Artur Jorge teria de tirar coelhos da cartola e Leonardo Jardim pediria só para que o jogo fosse resolvido rapidamente, porque o único pecado rubro-negro estava em não nocautear o rival.
Aos 48, uma bola fortuita e estranha na área carioca encobriu Rossi e Jorginho salvou em cima da linha fatal.
Dois minutos depois, Gerson passou para Lucas Romero soltar um arremate brilhante e empatou: 1 a 1.
Nem o mais otimista dos cruzeirenses sonhava com o empate tão rapidamente.
Gerson punha o jogo debaixo do braço e Paquetá e Carrascal ouviam instruções, aos 60, para entrarem nos lugares de
Mas antes que entrassem, uma triangulação sensacional entre Dom Arrascaeta, Pedro, outra vez de letra para Samuel Lino e 2 a 1 para o Mengão. William ficou no chão vítima do drible espetacular de Lino, em revanche do drible levado de Arroyo no Mineirão.
Artur Jorge, que tirava coelhos da cartola, pôs João Costa, aos 65, e tirou Wesley.
Na nova desnecessária, e irritante, pausa para hidratação, houve tempo para festejar: que jogaço!
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