Como placar de 5 a 2, TSE mantém campanha de Dallagnol suspensa no Paraná
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu manter suspensos os atos de campanha do candidato ao Senado no Paraná Deltan Dallagnol (Novo) nesta segunda (21).
Por maioria de 5 votos a 2, vencidos os ministros André Mendonça e Nunes Marques, o plenário manteve a decisão liminar proferida pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, que determinou a suspensão da campanha ao Senado do ex-procurador.
A liminar impede o repasse de recursos dos fundos partidário e eleitoral, a veiculação de propaganda no rádio e na televisão e a prática de outros atos de campanha.
A decisão vale até que o TSE analise o mérito do recurso impetrado pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança do Paraná contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR), que, por maioria de 4 votos a 3, deferiu o registro de candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado no dia 8 de setembro.
A decisão analisada pelo TSE não indefere, neste momento, no registro de candidatura de Dallagnol.
A decisão colegiada foi comemorada pelo presidente estadual do PT-PR e da Federação Brasil da, Arilson Chiorato, que decidiu entrar com ação contra a candidatura de Deltan Dallagnol.
Arilson reforçou que Deltan tentou burlar a lei que o tornou inelegível.
“Sempre falávamos que isso ia acontecer.
Deltan está inelegível e tentou forçar sua candidatura mesmo sabendo que ela estava proibida até 2029.
Agora temos a confirmação da suspensão da sua campanha e daqui há uns dias teremos a confirmação que está inelegível mesmo na decisão final, comenta Arilson.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deve julgar na sessão presencial nesta quarta (23) os embargos feitos pela defesa de Dallagnol.
Relembre o caso Dallagnol Deltan foi considerado inelegível por decisão unânime do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, posteriormente confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) Ele foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em maio de 2023.
A Corte entendeu que ele havia deixado o Ministério Público Federal (MPF) enquanto ainda estavam em andamento procedimentos disciplinares e que a exoneração antecipada teve o objetivo de evitar uma possível inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa.
Dallagnol se manifestou no início da noite sobre a decisão do TSE om duras críticas ao ministro Toffoli.
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