Michelle acusa adversário de usar Justiça para atacá-la na eleição
Defesa da candidata diz que seis petições contra ela foram protocoladas em menos de 20 horas e aponta inconsistências nos documentos
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A ex-primeira-dama e candidata ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) apresentou ao Ministério Público Eleitoral uma notícia-crime contra o também candidato Tiago Társis Adaldo (AGIR) . A defesa pede que seja investigada uma possível prática de denunciação caluniosa com finalidade eleitoral.
Segundo a peça, Társis protocolou seis petições criminais contra Michelle e Bia Kicis no dia 27 de agosto. Os documentos foram apresentados ao longo de 19h e 20 minutos e, segundo a defesa, correspondem a três pares de petições idênticas, com os mesmos fatos, pedidos e anexos.
De acordo com a assessoria de Michelle, a notícia-crime sustenta que, em cada par, a mesma petição foi protocolada duas vezes, com mudança apenas do processo indicado como referência. A duplicação teria provocado inicialmente o sorteio de relatores diferentes.
Dois dos novos protocolos, segundo a defesa, ocorreram 92 e 103 minutos depois de decisões que haviam determinado o encaminhamento dos casos ao Ministério Público Eleitoral e deixado para momento posterior a análise dos pedidos urgentes.
Nos novos registros, também teriam sido modificados campos relacionados à classificação do processo, à existência de pedido urgente e ao assunto da ação. As duplicações foram posteriormente identificadas pela própria Justiça Eleitoral, e os processos acabaram redistribuídos ao mesmo relator.
Nenhuma das medidas urgentes solicitadas contra Michelle foi concedida.
A defesa também questiona o conteúdo das representações. Segundo a notícia-crime, documentos apresentados pelo próprio Tiago Társis contrariariam parte das acusações feitas contra Michelle.
Entre os pontos citados estão a retirada de palavras que indicariam que determinada coligação se destinava à disputa para governador e vice-governador, e não ao Senado; a afirmação de que Michelle apareceria em listas de presença nas quais, segundo a defesa, seu nome não consta; e a referência a um documento que teria sido citado como anexo, mas não apresentado nos processos.
A peça também aponta supostos problemas em identificadores digitais, incluindo um código que a defesa classifica como tecnicamente inválido, além de uma confusão entre os partidos Democrata e Democracia Cristã.
Outro ponto questionado é uma ata que, segundo a defesa, comprovaria justamente o contrário do que foi alegado nas representações.
O argumento central da notícia-crime é que nenhuma das seis petições atribui a Michelle uma conduta concreta relacionada aos documentos questionados.
A defesa afirma que Michelle não integra a Comissão Executiva do PL no Distrito Federal, não presidiu nem secretariou as reuniões, não redigiu ou assinou as atas e não aparece nas respectivas listas de presença.
“Nas seis petições, ao longo de mais de cem páginas, não há uma única linha descrevendo conduta praticada pela Noticiante”, afirma a peça.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.