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Habilidade oculta determina se a inteligência artificial tornará você um profissional melhor ou pior

CNN Brasil ·
Habilidade oculta determina se a inteligência artificial tornará você um profissional melhor ou pior

Uma supervisora pede a dois funcionários que realizem, individualmente, uma tarefa que requer criatividade, pesquisa e estratégia.

Ela disponibiliza a ambos uma ferramenta de inteligência artificial que a empresa acabou de assinar: um modelo de LLM (Large Language Model) que pode agilizar o trabalho.

No dia seguinte, os dois profissionais apresentam os resultados dentro do prazo, auxiliados pela velocidade de busca e processamento de informações da IA.

No entanto, enquanto um deles produziu um relatório detalhado, assertivo e com dados corretos, o outro entregou um documento muito mais longo, repleto de pontos irrelevantes à questão e até algumas falsidades que podem comprometer a empresa.

Por que duas pessoas obtêm soluções tão distintas para o mesmo problema, mesmo com o auxílio da mesma ferramenta? Especialistas em psicologia do trabalho atribuem essa diferença a uma habilidade pouco conhecida que será cada vez mais decisiva para o sucesso de carreiras modernas .

Leia Mais IA quer detectar hipertensão e diabetes com análises de vídeo em pacientes Metade dos universitários brasileiros não se sente pronta para lidar com IA Do câmbio à logística, empresas ampliam uso de agentes de IA A capacidade humana que a IA não possui (ainda) “Os sistemas de inteligência artificial generativa de hoje são muito capazes, mas profundamente ignorantes”.

A afirmação é de Ricky J.

Sethi, professor titular de ciência da computação na Fitchburg State University.

“Eles geram respostas sem saber de fato quão certeiras ou confusas elas são, se contêm informações conflitantes ou se uma questão exige atenção especial.” Esta falha no funcionamento das ferramentas é exatamente o que Sethi e outros pesquisadores estão tentando solucionar.

Seus estudos são financiados por grandes empresas de tecnologia , como Google e Amazon, e podem ser resumidos em uma missão específica: desenvolver metacognição artificial.

O termo “ metacognição ” existe desde os anos 1970 para descrever a capacidade de analisar, questionar e “mudar a rota” do próprio pensamento.

É esta habilidade, construída desde a infância, que nos permite pensar duas vezes antes de formar opiniões, considerar novas informações sobre um problema existente e questionar informações recebidas.

Para Sethi, uma IA generativa capaz de metacognição deve levar em conta, a cada resposta, cinco pontos: Perceber quando um conteúdo carrega carga emocional, positiva ou negativa; Avaliar a certeza de uma informação, medindo quanto é possível confiar no que foi dito; Comparar os dados a situações vistas anteriormente; Detectar conflitos e contradições; Medir a importância e urgência do problema proposto, determinando quão rápida ou minuciosa deve ser a análise.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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