“Ximba”, operador financeiro do CV, é preso no Aeroporto do Galeão (RJ)
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu , na madrugada desta sexta-feira (9), um homem identificado como Gabriel Maurício Soares Paes, conhecido como “Ximba” e apontado como um dos grandes operadores financeiros do Comando Vermelho .
A prisão ocorreu no Aeroporto Internacional Tom Jobim – Galeão.
Segundo a corporação, a captura aconteceu no momento em que “Ximba” desembarcava no Rio de Janeiro , após retornar de uma luxuosa viagem pela Europa .
Ele também é tido como chefe de uma central de golpes financeiros.
Leia Mais Bom Prato tem cardápio especial em homenagem ao Dia das Crianças Ato pró-Lula em Sergipe é interrompido após relatos de homem armado e tiros Operação contra o PCC prende 26 suspeitos na Bahia e em SP Investigações e o papel de “Ximba” A investigação relaciona “Ximba” diretamente a Nikolas Fernandes Soares, vulgo “Hurley”, preso durante a Operação Contenção , em outubro de 2025.
“Hurley” foi identificado como operador financeiro que respondia a Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, principal liderança do CV nas ruas, e a Rosemberg da Silva Medeiros Gomes, o “Berg” , apontado como “contador” do Complexo da Penha.
As apurações revelaram que “Ximba” e “Hurley” são responsáveis por lavar dinheiro do tráfico de drogas do Comando Vermelho.
Eles usaram contas de “laranjas” e empresas de fachada espalhadas pelo Brasil.
As conversas do Comando Vermelho Conversas entre os dois apontados como integrantes do CV revelaram uma dinâmica habitual de transferências bancárias , uso de contas e empresas de terceiros, saques e circulação de grandes quantias em dinheiro , além da conversão de valores em espécie originárias dos crimes da facção em transferências bancárias.
Os elementos colhidos demonstram movimentações de grande expressão econômica.
Em um dos episódios, “Hurley” informou a “Ximba” que tinha R$ 700 mil em espécie, momento em que ele passou a providenciar conta para a realização de transferências.
Foram também identificados comprovantes que totalizavam mais de R$ 268 mil direcionados entre pessoas jurídicas.
A investigação também identificou uma conversa sobre uma transação de R$ 2 milhões realizada por “Ximba”, o que, segundo a Polícia Civil, evidencia a dimensão financeira do núcleo criminoso.
Os próximos de “Ximba” De acordo com as apurações, parte do mecanismo consistia em receber ou disponibilizar dinheiro em espécie e realizar a correspondente compensação por meio de PIX, transferências bancárias e contas de “laranjas” ou empresas utilizadas para circulação dos valores.
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