Justiça determina desbloqueio de ativos financeiros e devolução de bens de investidor do Feira FC
Busca e apreensão na casa de Bruno Karttos, investidor do Feira Futebol Clube (Divulgação / MP-BA) A Justiça do Rio de Janeiro determinou o desbloqueio de ativos financeiros e devolução de bens de Bruno Karttos, investidor do Feira FC que havia sido alvo de busca de apreensão em operação contra apostas ilegais.
A medida reconheceu que o influenciador foi alvo da operação porque havia sido considerado dono de 90% das ações da empresa Code Tech Enterprise Ltda., atual Code Fabrik Enterprise Ltda.
A Justiça entendeu que foi um erro de comunicação do banco BTG Pactual, e que Karttos nunca fez parte do quadro societário da empresa em questão.
Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, no entanto, o banco não explicou por que inicialmente havia afirmado que Karttos fazia parte do quadro societário e se limitou a negar o vínculo em novo comunicado.
Bruno Karttos, investigado em operação que apura apostas ilegais, golpes e lavagem de dinheiro Redes sociais / Bruno Karttos A Terceira Vara Especializada em Organização Criminosa do Rio de Janeiro ordenou na última segunda-feira que fossem desbloqueados R$ 95.818.994,74 do patrimônio de Karttos e devolvidos os bens apreendidos na Operação Aposta Suja: dois carros, aparelhos eletrônicos e dinheiro em moedas estrangeiras.
Entenda o caso A Operação Aposta Suja foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no dia 13 de agosto, e encontrou dinheiro em espécie em moedas estrangeiras, um tablet, um celular e dois veículos de alto padrão na casa de Karttos, em um condomínio de luxo em Feira de Santana-BA (assista a um vídeo da operação no início desta reportagem).
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão na operação, em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia.
Polícia apreende notas de dólar e euro na casa de Bruno Karttos Divulgação / MP-BA - De acordo com as investigações, a organização operaria por meio de diversos sites de apostas sem autorização do Ministério da Fazenda.
Os depósitos realizados pelos usuários seriam direcionados a empresas de fachada e, conforme apurado, as plataformas também impediriam clientes de sacar valores disponíveis em suas contas.
O esquema teria ainda uma etapa de lavagem dos recursos, com conversão em criptoativos, pulverização dos valores em múltiplas contas e remessas para o exterior, com o objetivo de reintroduzir o dinheiro na economia formal - disse nota do MP-BA publicada á época (leia na íntegra ao final da reportagem).
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