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Agro pode pagar mais caro pelo crédito se risco jurídico aumentar

CNN Brasil ·
Agro pode pagar mais caro pelo crédito se risco jurídico aumentar

A insegurança jurídica provocada por mudanças de entendimento e incertezas no Judiciário pode chegar ao bolso de empresas e produtores rurais por um caminho indireto: o custo e a disponibilidade do crédito.

A avaliação é de Valdo Silveira, CEO da Leme Inteligência Forense, especializada em investigação patrimonial e recuperação de ativos.

Segundo ele, o problema não está, neste momento, em uma dificuldade adicional para localizar bens ou recuperar dívidas, mas no risco de que uma perda de previsibilidade faça bancos e credores recalcularem o risco das operações.

A preocupação ganha peso no agronegócio, que já enfrenta uma deterioração da capacidade de pagamento.

O setor acumulou 1.990 pedidos de recuperação judicial em 2025, alta de 56,4%, e outros 474 casos no primeiro trimestre de 2026, avanço de 21,9% em um ano, segundo a Serasa Experian.

Entre os produtores rurais que atuam como pessoa jurídica, foram 196 pedidos no primeiro trimestre, alta de 73,5%.

O cultivo de soja concentrou 137 desses processos.

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Para quem concede crédito, não basta saber se o devedor tem patrimônio.

É preciso estimar quanto tempo e qual o custo para transformar esse patrimônio em dinheiro caso a dívida deixe de ser paga.

“Desde a concessão do crédito até a recuperação, existe uma cadeia que depende de previsibilidade”, afirma.

Imagine um produtor de soja que tenha uma fazenda, máquinas agrícolas e recebíveis, mas esteja inadimplente com um banco.

A existência desses ativos não significa que o credor conseguirá recuperar rapidamente o dinheiro.

Primeiro é preciso localizar o patrimônio; depois, conseguir constrangê-lo judicialmente; e, por fim, transformar o ativo em recursos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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