Justiça da Bolívia decreta prisão do argentino das urnas
Fernando Cerimedo é acusado de planejar atentado contra ex-companheira, que foi baleada três vezes
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A Justiça da Bolívia decretou nesta sexta-feira, 21, seis meses de prisão preventiva para Fernando Cerimedo (foto), o argentino das urnas e assessor do presidente Rodrigo Paz. Ele é investigado pela suspeita de planejar um atentado contra a ex-companheira , a advogada Nadia Beller.
Cerimedo, de 45 anos, havia sido detido na terça-feira, 18, após chegar ao aeroporto de Santa Cruz, vindo de La Paz.
Na noite anterior, Beller foi baleada três vezes por homens apontados como assassinos de aluguel na entrada de um edifício.
Beller, que permanece internada, acusou Cerimedo de planejar o ataque. A Promotoria abriu uma investigação por tentativa de feminicídio. O juiz Wilson Espada determinou que o argentino fique preso por 180 dias no presídio de Palmasola, em Santa Cruz.
Segundo a promotora Yolanda Aguilera, Cerimedo afirmou ser inocente durante a audiência.
“Ele afirmou que é inocente e que não tem nada a ver com esse assunto” , disse ela.
O advogado Ernesto Giraldes afirmou que não há provas de que Cerimedo tenha contratado os autores do ataque.
“Não existe certeza de que o senhor Fernando Cerimedo tenha contratado (…) essas pessoas. Existem algumas mensagens de chat que não conduzem à verdade histórica dos fatos” , disse ao jornal El Deber.
Na quinta-feira, a Promotoria realizou buscas em imóveis ligados ao argentino. Em uma das residências, foram encontrados 500 mil bolivianos em dinheiro, cerca de US$ 43 mil. As autoridades também mencionaram uma suposta “fazenda de bots”, cuja existência é negada pela defesa.
Cerimedo é conhecido por atuar em campanhas de políticos de direita na América Latina.
Ele trabalhou como consultor externo e coordenador de estratégia digital da campanha de Javier Milei à Presidência da Argentina, em 2023, e apoiou informalmente Jair Bolsonaro na disputa pela reeleição em 2022.
No Brasil, Cerimedo foi indiciado pela Polícia Federal em 2024 na investigação sobre a tentativa de golpe de Estado, mas não foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República.
Ele ficou conhecido após divulgar alegações falsas sobre as urnas eletrônicas brasileiras, conteúdo posteriormente suspenso pelo TSE.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.