Pesquisas não conseguiram captar virada de Lula
As pesquisas de intenção de voto durante o 2º turno para presidente não conseguiram captar com clareza a virada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL).
Todos os levantamentos das principais empresas chegaram a mostrar um empate numérico entre os 2 candidatos entre os 2 turnos da eleição.
Na véspera do pleito, entretanto, a maioria captou uma diferença ainda pró-Flávio de 2 pontos percentuais .
O resultado da eleição foi de: Lula 51,79% X Flávio 48,21% .
Os resultados das pesquisas no 2º turno invertem um problema que havia sido captado no 1º turno .
Na 1ª votação, de 4 de outubro, poucas empresas conseguiram colocar Flávio Bolsonaro à frente de Lula.
No caso do PoderData / Aya , a pesquisa realizada até a 6ª feira (2.out) deu 45% para Lula (que foi exatamente a pontuação do petista), mas só 43% para Flávio (que teve 47% dos votos).
Alguns dados ajudam a explicar a diferença entre as pesquisas e as urnas.
Os levantamentos finais indicavam vantagem numérica de Flávio, mas não captaram a dimensão do crescimento eleitoral de Lula.
O maior comparecimento nas regiões favoráveis ao petista e seu avanço nos maiores colégios eleitorais contribuíram para a virada.
Apesar disso, não é possível determinar só com esses resultados quanto da diferença em relação às pesquisas decorreu da mobilização de eleitores, de mudanças de voto ou de outros fatores.
Os levantamentos são retratos das intenções de voto no momento das entrevistas e estão sujeitos a margens de erro.
Por isso, a comparação direta com as urnas não significa necessariamente que todos os estudos tenham errado.
A comparação entre os 2 turnos evidencia os desafios para medir o comportamento do eleitorado em uma disputa polarizada e com diferenças pequenas entre os candidatos.
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