Na ONU, Lula chama de genocídio ação de Netanyahu em Gaza
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou nesta 3ª feira (22.set.2026) de “genocídio” a ação do governo do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Faixa de Gaza.
A declaração foi feita durante o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York.
Entre as críticas do petista a governos e líderes envolvidos em conflitos, Netanyahu foi o único chefe de governo citado nominalmente.
Lula afirmou que “gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma” provocados pelo que classificou como “genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza” .
Na sequência, o presidente também condenou os ataques do Hamas contra civis israelenses.
Disse que “civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas” .
Lula criticou ainda a perseguição ao TPI (Tribunal Penal Internacional) e a seus integrantes.
Segundo ele, essa postura representa um estímulo para que crimes fiquem impunes.
O presidente defendeu a atuação da relatora especial da ONU para os territórios palestinos, Francesca Albanese.
Disse que ela “não pode ser silenciada por dizer a verdade”.
Lula também afirmou que os assentamentos israelenses na Cisjordânia tornam “cada vez menos viável” a solução de 2 Estados.
Para ele, a criação de 2 países é essencial para que israelenses e palestinos possam viver em segurança.
O presidente citou ainda a guerra no Oriente Médio ao falar sobre o estreito de Ormuz.
Segundo Lula, a região se transformou em uma “trincheira da guerra” , embora devesse permanecer uma passagem importante para o comércio internacional.
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