Mendonça contesta Moraes e mostra que Lulinha era alvo de investigação
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que documentos da própria Polícia Federal mostram que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), era investigado na operação Sem Desconto e figurava entre os alvos de medidas requeridas pela corporação.
A afirmação consta da manifestação enviada por Mendonça ao presidente da Corte, Edson Fachin, depois de Alexandre de Moraes atribuir irregularidades à sua atuação.
Leia a íntegra (PDF – 500 kB).
O ponto é usado por Mendonça para contestar um dos relatórios de inteligência da PF que embasaram a manifestação de Moraes contra ele.
O documento criticava a inclusão de Lulinha em uma representação policial e o classificava como “terceiro não investigado” .
Segundo Mendonça, porém, essa classificação é contrariada pelos próprios autos.
“Ocorre que, ao contrário do que afirmado, a pessoa referida figurava, sim, dentre os alvos de medidas requeridas pela representação em tela” , escreveu Mendonça.
Segundo o ministro, as representações policiais da mesma fase da operação Sem Desconto foram divididas em diferentes processos conforme a natureza das medidas solicitadas.
Além da petição 15.041, deram origem às petições 15.051, 15.068 e 15.071.
Mendonça afirma que havia pedidos direcionados a Fábio Luís nas petições 15.068 e 15.071.
Para ele, isso justificava que o filho do presidente fosse tratado de forma específica na representação da PF.
O próprio relatório de inteligência analisado por Mendonça também faz referência a Lulinha como “investigado na operação Sem Desconto” .
Em outro trecho, o documento compara sua situação à de ACM Neto, investigado na operação Compliance Zero, para avaliar se Mendonça teria adotado critérios diferentes conforme o espectro político dos envolvidos.
RELATÓRIO CRITICAVA INCLUSÃO DE LULINHA Na manifestação enviada a Fachin, Mendonça detalha o conteúdo do relatório de inteligência da PF.
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