Atos e omissões
Todo domingo, antes de ouvir a Palavra, você bate no peito e confessa que pecou “por pensamentos e palavras, atos e omissões”.
Diz quase no automático.
Das quatro, a última é a que menos pesa na boca e a que mais pesa na balança.
No domingo, 4 de outubro, mais de 33 milhões de brasileiros não foram às urnas.
Um em cada cinco eleitores.
Foi a maior abstenção num primeiro turno desde 1998.
Não falo aqui do doente, do plantonista, de quem estava longe do seu título por trabalho.
Falo do homem que acordou, olhou para o dia, pesou a fila contra o churrasco e decidiu que não valia a pena.
Esta coluna não tem candidato.
Mas tem uma conta que você precisa fazer.
A diferença entre os dois mais votados para presidente ficou em torno de 2,2 milhões de votos.
Os que ficaram em casa eram cerca de quinze vezes isso.
Pense bem no que esse número diz: o futuro do país foi decidido, em boa parte, por quem não apareceu.
Ausência não é neutralidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.