O que diz a psicologia sobre quem prefere pets do que pessoas
O esgotamento com os conflitos diários e a busca por um afeto sem julgamentos explicam por que muitas pessoas preferem os pets em vez dos humanos .
Se você conhece alguém que se orgulha em dizer que “prefere bicho do que gente”, a psicóloga Cibele Santos defende que esse comportamento é normal até certo nível, mas alerta que o isolamento social exige atenção clínica caso o indivíduo passe a usar o animal como um escudo para fugir de traumas, rejeições e frustrações reais.
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A preferência pelo contato com animais em detrimento de seres humanos muitas vezes é um reflexo do esgotamento moderno.
Diferente das pessoas, os pets oferecem um afeto transparente, que não exige negociações complexas, “joguinhos” ou cobranças .
O apego exclusivo pode ser um forte mecanismo de defesa.
Muitas pessoas usam os pets como uma barreira segura para evitar a vulnerabilidade e não correr o risco de sofrer novas decepções interpessoais.
A relação é benéfica quando amplia a vida do tutor, mas se torna uma condição clínica quando os pets são usados como desculpa para deixar de ir a eventos familiares, ver amigos e perder oportunidades profissionais.
Por outro lado, tratar os animais como “humanos que nunca erram” é um sinal de alerta clínico.
Projetar essa fantasia nos pets impede o tutor de desenvolver tolerância às frustrações reais da vida adulta.
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Segundo a especialista, o animal surge como a resposta prática para quem preza pela autonomia, mas precisa suprir o impulso biológico de cuidar e receber afeto.
A preferência pelos pets pode funcionar como um mecanismo de defesa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.