Escola de escândalos
A campanha de 2026 entra na fase decisiva sem favorito e com uma peculiaridade: em eleições normais, o indeciso decide pela economia ou pelo medo.
O empate técnico entre Lula e Flávio apontado pela Quaest não revela apenas equilíbrio; revela paralisia.
Ninguém transformou o descontentamento com a economia em adesão, e o mercado enxerga riscos fiscais semelhantes para qualquer vencedor.
Juros altos, contas públicas em desordem e despesas obrigatórias que resistem a qualquer ajuste entraram no debate sem mudar o placar.
Continuamos a depender de revelações e delações para escolher o presidente, o que diz mais sobre o estado do sistema político do que sobre candidatos.
A terceira via patina.
Ronaldo Caiado marca 5%.
Renan Santos converteu milhões de interações digitais em pouco voto.
Pablo Marçal foi proibido pelo TSE de fazer campanha.
Numa eleição de rejeições elevadas, o terreno parecia fértil para um intermediário, que não veio porque eleitor polarizado não abre espaço a coadjuvantes.
Restam os indecisos, entre 4% e 6% — pequenos em número, decisivos numa disputa colada.
Material não falta.
Do lado de Lula, três frentes tocam seu círculo mais próximo: os inquéritos contra o filho Fábio Luís por suposto tráfico de influência, o afastamento do ex-chefe de gabinete após pagamentos de lobista investigada e a intimação de Jaques Wagner no caso Master.
São investigações em curso, e a presunção de inocência vale para todos.
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