Brasil e Índia assinam acordo para desenvolver foguete
A empresa brasileira Concert Technologies S.A. e a empresa indiana Skyroot Aerospace definiram bases, na última quarta-feira (7), para desenvolverem juntas um novo lançador de satélites , que terá capacidade de mais de 100 kg de carga para a órbita baixa da Terra .
A iniciativa das empresas de assinar um MoU (Memorando de Entendimento) tem como prioridade procurar uma solução intermediária entre o MLBR (Microlançador Brasileiro), que é projetado para transportar até 40 kg para órbita baixa da Terra e os veíulos de maior capacidade do programa Vikram, da empresa indiana.
A proposta das empresas é que o novo foguete combine as tecnologias desenvolvidas por Brasil e Índia .
Leia Mais Innospace fecha lançamento de foguete a partir de base de Alcântara Brasil anuncia novo lançamento de foguete em Alcântara ainda em 2026 InnoSpace divulga imagens de foguete sul-coreano lançado no MA; veja O principal objetivo do co-desenvolvimento é criar alternativas de acesso ao espaço , que possam atender principalmente a exigência do mercado mundial de satélites , que procura lançamentos em órbita equatorial.
O CEO da Concert Space, Rafael Mordente, afirma que o Brasil e a Índia têm capacidade de “ocupar um espaço maior nesse cenário não apenas como consumidores, mas como desenvolvedores e fornecedores de tecnologia.
Essa parceria cria uma nova ponte entre os ecossistemas espaciais de Brasil e Índia, países que mantêm uma trajetória de cooperação no setor espacial há mais de duas décadas.“ O acordo foi assinado durante o IAC 2026, um dos principais encontros internacionais do setor espacial.
Além da Concert, outras duas empresas que participam do desenvolvimento do MLBR estão em Antalya integrando a presença brasileira no evento junto à Agência Espacial Brasileira (AEB): Fibraforte e BIZU Space.
Brasil é um dos países signatários do programa Artemis II, da Nasa | CNN PRIME TIME O MLBR Com financiamento da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), e acompanhamento técnico da Agência Espacial Brasileira (AEB), o Microlançador Brasileiro vai buscar a ampliação da capacidade brasileira de acesso ao espaço.
Além do foco principal, o Microlançador pode fortalecer a indústria espacial nacional e desenvolver no país competências estratégicas relacionadas a veículos lançadores e às tecnologias associadas.
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