Houthis fazem nova ameaça após ataque contra aeroporto na Arábia Saudita
Os houthis pró-Irã no Iêmen reiteraram neste domingo (11) a ameaça de atacar o espaço aéreo saudita, um dia após um ataque contra o aeroporto internacional de Riade que deixou 12 mortos, incluindo um americano e um argentino, e mais de 300 feridos.
A guerra no Iêmen começou em 2014 e, um ano mais tarde, as forças governamentais iemenitas que lutam contra os houthis receberam o apoio militar de uma coalizão liderada pela Arábia Saudita.
Embora não tenham reivindicado o ataque de sábado (10), os houthis voltaram a advertir neste domingo os viajantes, funcionários e companhias aéreas para que não utilizem o espaço aéreo saudita nem os aeroportos, “exceto” os das cidades sagradas de Meca e Medina.
“Estão expostos a ataques e constituem um teatro de operações para nossas forças”, afirmou na rede social X Yahya Saree, porta-voz militar dos houthis.
A autoridade de aviação civil saudita anunciou um balanço de 12 mortos e 309 feridos no sábado no aeroporto internacional Rei Khalid, mas os números podem aumentar, afirmou à AFP um diplomata ocidental em Riade.
“Quatro cidadãos sauditas, dois de Bangladesh, um americano, um egípcio, um argentino, um sírio, um palestino e um sudanês estão entre os mortos”, afirmou a aviação civil.
Os combatentes pró-iranianos reivindicaram ataques contra o aeroporto de Riade na quarta e quinta-feira, que deixaram seis mortos.
A coalizão militar liderada pelo reino atribuiu aos houthis o ataque de sábado, que considera “um crime de guerra” ao qual responderá “com firmeza”.
Uma fonte diplomática também atribuiu o ataque a um míssil houthi.
Este foi o ataque mais letal no reino desde agosto de 2015, quando um atentado suicida do grupo extremista Estado Islâmico (EI) deixou 15 mortos em uma mesquita localizada no quartel-general das forças especiais em Abha, no sul do reino.
A comunidade internacional condenou rapidamente o ataque.
“É inaceitável”, declarou o presidente americano Donald Trump no sábado à noite.
Ele acrescentou que avaliará uma possível participação dos Estados Unidos nas operações militares contra os houthis e que conversará com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, líder de fato do reino. – Aeroporto permanece fechado – “Eu vi feridos.
Todo mundo corria”, declarou à AFP um passageiro que aguardava um voo muito perto do terminal atingido.
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