Receita suspeita que grupo alvo da PF pagou licença de bet com dinheiro ilícito
A Receita Federal suspeita que o grupo empresarial investigado na Operação Arena tenha usado dinheiro proveniente de atividade ilícita para pagar a outorga que lhe permitiu operar legalmente no mercado brasileiro de apostas.
A afirmação constava da primeira versão do comunicado oficial divulgado nesta quinta-feira sobre a ação da Polícia Federal .
No texto original, a Receita destacou que o grupo havia conseguido autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda e afirmou que a outorga teria sido paga “provavelmente com recursos da atividade ilícita”.
A passagem mencionava ainda suspeitas de sonegação tributária e lavagem de dinheiro.
O trecho, porém, desapareceu posteriormente.
A página da Receita registra que a nota foi publicada às 7h45 e atualizada às 8h23.
Na versão atualmente disponível, não consta mais a referência à possível origem ilícita dos recursos usados na outorga.
A formulação original, no entanto, permaneceu publicada pela Agência Gov, da EBC, em conteúdo atribuído à PF e à própria Receita.
A Operação Arena investiga suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo empresas do mercado de apostas.
A Pixbet é apontada como um dos principais alvos da apuração.
A Justiça autorizou o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores relacionados aos investigados.
A Receita informou ainda ter identificado mais de R$ 2 bilhões em movimentações financeiras suspeitas entre 2022 e 2025.
Continua após a publicidade A Pixbet pagou R$ 30 milhões pela outorga federal no fim de 2024 e recebeu autorização para operar nacionalmente no início de 2025.
A empresa permanece entre as casas de apostas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas.
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