Venda de gasolina e etanol em garrafas e galões é suspensa no AM para combater queimadas
Venda de gasolina em recipientes é proibida no AM Divulgação A venda de gasolina, etanol e óleo diesel em garrafas, galões e outros recipientes portáteis está suspensa em todo o Amazonas.
Com a restrição, os postos de combustíveis terrestres e flutuantes só podem abastecer diretamente os tanques de veículos, embarcações, máquinas e equipamentos levados ao local.
A medida foi adotada para combater queimadas e incêndios florestais e atende a uma determinação do Ministério Público Federal (MPF) e a um decreto do Governo do Amazonas, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) na segunda-feira (26). 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A regra prevê exceções para alguns grupos, como: Serviços essenciais; Moradores de comunidades isoladas, sem acesso por estrada ou sem postos de combustíveis; Propriedades rurais cadastradas que dependem de diesel para operar geradores e máquinas agrícolas.
Nesses casos, a venda será controlada.
As regras incluem limite diário de combustível, uso de recipientes certificados, identificação do comprador e registro da quantidade vendida e da finalidade do produto.
Segundo o MPF, a venda sem controle facilita o transporte de combustíveis para áreas de vegetação, várzeas e margens de rios.
Isso dificulta a fiscalização e pode favorecer a ação de pessoas que provocam incêndios de forma ilegal.
Reforço contra queimadas no AM: desde o início da força-tarefa, 21 suspeitos foram presos Alta nos focos de calor e fumaça Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o Amazonas registrou 3.726 focos de calor em setembro de 2026, um aumento de 295,5% em relação ao mesmo mês de 2025.
Nos primeiros 13 dias de outubro, o estado contabilizou 1.608 focos, número superior ao total registrado durante todo o mês de outubro do ano anterior.
A fumaça provocada pelas queimadas também agravou a qualidade do ar.
Em 17 de outubro, a Defesa Civil do Amazonas emitiu um alerta de risco severo à saúde pública.
Naquele dia, Manaus chegou a 657 pontos no índice de qualidade do ar da plataforma IQAir, nível considerado perigoso.
Municípios como Urucurituba, Maués e Autazes registraram índices ainda mais críticos.
A fumaça também prejudicou as operações de combate ao fogo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.