Enquanto Trump hesita, Pentágono prepara três dias de ataques ao Irã
As Forças Armadas dos EUA estão preparando opções para retomar grandes operações de combate contra o Irã, mesmo enquanto o presidente Trump continua demonstrando resistência quanto a reiniciar a guerra, informa o The New York Times.
Os planos das forças militares preveem uma campanha curta e intensa, com cerca de três dias de ataques. A proposta mira o arsenal iraniano de drones e mísseis, instalações de energia e outros alvos militares. Postos de comando e quartéis-generais da Guarda Revolucionária também poderiam ser atingidos.
Trump ordenou a elaboração das novas opções, embora tenha rejeitado operações semelhantes nos últimos meses. Nos últimos meses, sua equipe de segurança nacional e o Pentágono apresentaram cinco propostas de grandes ações contra o Irã ou os houthis, grupo extremista do Iêmen apoiado pelo Irã, e o presidente vetou todas.
Autoridades de segurança nacional discutiram os novos planos na última sexta-feira, em Camp David. O vice-presidente JD Vance liderou a reunião, de acordo com pessoas informadas sobre a proposta.
Nos últimos meses, as forças armadas dos EUA retaliaram regularmente ataques iranianos a embarcações internacionais. No entanto, respostas menos contundentes refletem a hesitação de Trump em retomar a guerra em larga escala, segundo autoridades.
Três porta-aviões americanos devem estar em breve no Oriente Médio. Em publicação nas redes sociais hoje, Trump disse que não atacará o Irã antes das eleições legislativas , que acontecem em novembro, e que os dois países mantêm "discussões produtivas".
Integrantes do círculo íntimo de Trump estão cada vez mais céticos de que uma ação militar seria capaz de alterar os planos iranianos no conflito. Alguns desses funcionários acreditam que a campanha de pressão econômica do governo Trump está surtindo efeito e só precisa de mais tempo para forçar o Irã a fazer concessões significativas.
Eleições podem influenciar possíveis novos ataques. Antes mesmo de Trump afirmar que não haveria ataque antes da votação de novembro, autoridades já previam que ele aguardaria o desfecho das eleições israelenses, em 27 de outubro, e das eleições de meio de mandato nos EUA, na semana seguinte, para decidir se atacaria. No entanto, comandantes militares dos EUA estão prontos para iniciar operações de maior porte nos próximos dias, caso o presidente mude de ideia novamente.
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