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Sul-africanos protestam após série de assassinatos de mulheres no país

CNN Brasil ·
Sul-africanos protestam após série de assassinatos de mulheres no país

Sul-africanos reuniram-se nesta semana para corridas em memória e protestos, após o assassinato de nove mulheres perto de Joanesburgo, no nordeste do país, reacender a indignação e o medo em relação a uma violência que, segundo muitos, reflete os perigos que as mulheres enfrentam diariamente.

A polícia encontrou os corpos de nove mulheres em Ekurhuleni, a leste de Joanesburgo, nos últimos dois meses, e investiga se os assassinatos estão relacionados.

A maioria das vítimas tinha entre 20 e 40 anos.

Algumas foram encontradas sem roupas e apresentavam sinais de violência sexual .

Polícia da África do Sul encontra nono corpo de mulher em dois meses O que se sabe da morte de estudante espanhola no México que gerou protestos “Pelicot 2.0”: Mulher austríaca morre após suposto abuso sexual pelo marido Uma corrida em memória realizada na manhã deste sábado (19) em Joanesburgo homenageou uma das vítimas, Elizabeth Moselakgomo, que desapareceu após sair para correr e foi encontrada morta dias depois.

Os corredores acenderam velas e carregaram uma faixa com os dizeres: “Chega.

Parem com o feminicídio”.

“Estamos aqui porque perdemos uma corredora.

Mas não estamos seguras em lugar nenhum”, disse Lerato Lentsela, uma das dezenas de pessoas que se vestiram de preto para a corrida em memória.

“Não estamos seguras correndo, não estamos seguras nos correios, não estamos seguras em um encontro, não estamos seguras em nossas próprias casas, não estamos seguras em um Uber.” Os assassinatos reacenderam a indignação contra a violência contra as mulheres na África do Sul , onde a brutalidade de gênero foi declarada um desastre nacional em 2025.

Muitas mulheres afirmam que a maior atenção e as promessas oficiais pouco fizeram para que se sentissem mais seguras.

“Já chega.

Nossas mulheres merecem viver, caminhar, correr e existir sem medo”, afirmou em comunicado a Fundação Uyinene Mrwetyana, uma organização que faz campanha contra a violência de gênero.

O presidente Cyril Ramaphosa disse na quinta-feira (17) que o país não poderia se acostumar a tal violência e prometeu que nenhum esforço seria poupado nas investigações.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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