O que um autógrafo de Pelé e uma garrafa de leite contam sobre MS
Um autógrafo de Pelé escondido entre as páginas de um livro de prestação de contas, placas amarelas de veículos e documentos produzidos quando Campo Grande ainda pertencia a Mato Grosso.
Esses objetos, preservados por instituições e comerciantes, ajudam a contar como era a vida antes da criação de Mato Grosso do Sul e quais marcas daquele período permaneceram depois da divisão, oficializada em 1977 e concretizada em 1º de janeiro de 1979.
Na loja Montaria Moreira, em Campo Grande, Moreira de Oliveira guarda objetos que ajudam a contar a história da cidade antes e depois da divisão de Mato Grosso.
Entre garrafas de leite, utensílios de antigos estabelecimentos comerciais, fotografias e equipamentos eletrônicos, ele recebeu parte do acervo de amigos e comerciantes que sabem do interesse dele em preservar essas lembranças.
Duas garrafas de vidro usadas na venda de leite estão entre as peças de maior valor afetivo.
Elas pertenceram à antiga empresa ITA, ligada a Luiz Jaconino, conhecido comerciante da cidade.
Moreira conta que recebeu os recipientes de um neto do empresário, depois que foram encontrados durante a demolição de um imóvel na Rua Pedro Celestino.
“Esse eu não vendo por nada.
Eu ganhei esse e o que está lá embaixo pelo neto do Jacobino”, contou.
As garrafas também trazem lembranças da infância, quando era comum comprar leite diretamente nesses recipientes.
“Eu lembro que tomava direto do bico.
Era muito comum naquela época comprar leite e vir nas garrafas”, recordou.
Outro objeto preservado é um antigo prego ferroviário, utilizado para fixar os trilhos aos dormentes.
Segundo Moreira, a peça remete à chegada da ferrovia a Campo Grande, nas primeiras décadas do século passado.
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