Família de mulher vítima de feminicídio diz viver com medo após soltura de ex-companheiro réu
Jane Cristina Montiel Gobatto e Milton Gobatto Arquivo pessoal Mais de um ano após o assassinato de Jane Cristina Montiel Gobatto, 54 anos, familiares da vítima afirmam viver sob constante clima de medo e sensação de impunidade em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha.
O motivo é a soltura do ex-marido dela, Milton Gobatto, réu pelo crime de feminicídio.
"O dia que me lembro e quero ver ela, eu quase morro.
Muito triste, nem sei como estou viva.
Ele matou ela, matou todos nós também", desabafa Eva Franco, 74 anos, mãe da vítima. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Milton não utiliza tornozeleira eletrônica, mas cumpre medidas cautelares impostas pelo Poder Judiciário, como a proibição de se mudar do município e a obrigação de apresentar relatórios periódicos de tratamento psiquiátrico.
O que é feminicídio? O crime A secretária e também atendente de caixa Jane Cristina foi assassinada no dia 18 de abril de 2025.
Era Sexta-feira Santa e ela tinha ido à casa de Milton, com quem foi casada por 30 anos, para preparar o peixe para o almoço.
Mesmo separada, ela continuava frequentando a casa do ex-companheiro para ficar próxima do filho, que, após a separação do casal, decidiu continuar morando com o pai.
Após a refeição, Jane Cristina teria decidido descansar no quarto do filho e, enquanto dormia, teria sido assassinada, segundo as investigações.
"Eu penso noite e dia.
A noite que eu não durmo, eu deito e amanheço olhando para cima.
Eu não entendo.
Por que ele fez isso?", indaga a mãe.
"Era o genro que eu mais queria bem, nunca imaginei na minha vida que ele fosse fazer uma crueldade dessa", acrescenta Eva.
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