Rebeca se classifica para a final do salto e Brasil disputa 5 medalhas no Mundial de Ginástica
O Brasil está classificado para a final por equipes do Mundial de Ginástica Artística de 2026. Em Roterdã, na Holanda, uma equipe que reúne nomes experientes e jovens promessas do País garantiu presença na decisão. Além da disputa coletiva, Rebeca Andrade estará na final do salto, Flávia Saraiva competirá na trave e no individual geral, prova que também terá Lorrane Oliveira.
As brasileiras voltaram a brigar pelo pódio após ficarem de fora dele no último Mundial. Com o retorno de Rebeca, que decidiu tirar um ano sabático em 2025, o Brasil terá a chance de disputar cinco medalhas nas finais que acontecem na quarta e na quinta-feira.
A primeira prova em que o País se classificou foi o salto. Rebeca Andrade, campeã olímpica da categoria, marcou média de 14,533 pontos, com 14,400 no primeiro salto, sendo 5,0 de dificuldade e 9,400 de execução, e 14,266 no segundo, com 4,8 de dificuldade e 9,466 de execução. A ginasta passou na primeira posição.
Flávia Saraiva terminou a classificatória na terceira posição na trave. A carioca marcou 14,400 pontos, com 6,1 de dificuldade e 8,3 de execução. No individual geral, que reúne as notas dos quatro aparelhos, ela somou 53,566 pontos e ficou em 10º lugar, garantindo vaga entre as 24 finalistas.
Outra brasileira a garantir vaga entre as 24 finalistas do individual geral foi Lorrane Oliveira. A atleta ficou em 20º lugar, com um total de 52,165 pontos. Thais Fidelis e Sophia Weisberg também contribuíram para a campanha brasileira, embora não tenham alcançado notas suficientes para avançar às finais individuais.
Com as notas das cinco ginastas, o Brasil somou 159,131 pontos e garantiu a classificação para a final por equipes na 7ª posição. A seleção ficou à frente da Grã-Bretanha por menos de dois décimos e volta a competir na quarta-feira, quando disputa uma medalha ao lado das outras sete equipes classificadas.
A equipe brasileira classificada para a final por equipes do Mundial de Ginástica Artística reúne medalhistas olímpicas e atletas que começam a ganhar espaço em competições internacionais. Rebeca Andrade, Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira dão experiência à seleção, que também conta com a jovem Sophia Weisberg. O grupo marca ainda o retorno de Thaís Fidelis a um Mundial após sete anos.
Depois de romper o tendão de Aquiles em junho de 2021 e perder o irmão no mês seguinte, por complicações de uma pneumonia, Thaís fez uma pausa na carreira. O retorno às competições aconteceu em 2025, com bronze nas barras no Troféu Brasil.
No Pan-Americano, conquistou prata por equipes e bronzes na trave e no individual geral. A ginasta afirma que a volta foi planejada sem pressa, com a intenção de recuperar a relação com o esporte.
"Quando decidi voltar, queria viver um passo de cada vez e, principalmente, sentir novamente o amor pela ginástica. Eu sabia que tinha grandes chances de voltar à seleção, mas queria respeitar meu processo e deixar as coisas acontecerem naturalmente", conta ao Estadão. Em Roterdã, ela disputou as barras assimétricas, a trave e o solo.
Sophia Weisberg também chega ao Mundial após bons resultados na temporada.
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