Casas de pedra de 1880 e cantinas de famílias italianas contam a história da cidade gaúcha que cresceu entre parreirais e virou Capital Brasileira da Uva e do Vinho
Casas centenárias, vinhedos e antigas cantinas preservam a história de famílias que transformaram a agricultura em tradição e atração turística.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Entre morros cobertos de parreirais, Bento Gonçalves cresceu ao redor das casas que imigrantes italianos ergueram com pedra, madeira e trabalho de família na Serra Gaúcha . Muitas dessas construções continuam de pé e hoje recebem visitantes para servir vinho, queijo e massa caseira nas mesmas cantinas onde várias gerações aprenderam a transformar uva em sustento.
A cidade nasceu do trabalho de famílias vindas do norte da Itália , que trouxeram para a serra a vinicultura, as receitas e o jeito de receber. Segundo a Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul , essa herança explica a gastronomia farta e o título de Capital Brasileira da Uva e do Vinho , nome pelo qual o município é apresentado no turismo gaúcho.
As casas de pedra erguidas por volta de 1880 são o registro mais visível desse começo. De acordo com o guia de atrativos do Turismo RS , a Cantina Strapazzon , construída pelo imigrante Giovanni Strapazzon , mantém as paredes de pedra irregular da primeira geração e depois passou a abrigar a produção e a guarda do vinho. O mesmo guia lembra que Giuseppe Benedetti , vindo de Lovara , na província de Vicenza , chegou em 1877 à Colônia Dona Isabel , nome original de Bento.
Alguns números ajudam a medir o tamanho desse legado na cidade de hoje:
O calendário da cidade vai muito além da colheita. Feiras e congressos nacionais e internacionais ocupam o Parque de Eventos ao longo do ano, com pavilhões preparados para encontros de grande porte. É em Bento que acontecem a Avaliação Nacional de Vinhos , maior evento do gênero na vitivinicultura brasileira, e o Concurso Internacional de Vinhos do Brasil .
No interior do município, a produção que nasceu para abastecer a casa virou agroindústria familiar. Sucos de uva integrais, doces de figo, queijos, grappas e licores são vendidos muitas vezes no porão das casas antigas, onde as famílias guardavam a colheita. Essa economia de pequenos produtores convive com o comércio movimentado do centro e mantém o campo habitado por quem herdou a terra dos pioneiros.
O roteiro mais conhecido é o Vale dos Vinhedos , dividido entre Bento, Garibaldi e Monte Belo do Sul . Ali funcionam mais de três dezenas de vinícolas, das pequenas cantinas familiares às empresas com participação internacional, e muitas abrem as áreas de produção para visitas guiadas.
A cidade, porém, guarda outros caminhos para entender a imigração, muitos deles em localidades do interior, como Faria Lemos e São Pedro . Algumas experiências dependem de reserva, ingresso ou horário marcado com as propriedades.
Entre os passeios que mostram a cidade por trás da taça, alguns concentram a melhor experiência:
Para conhecer a cidade de Bento Gonçalves, suas paisagens e seu cotidiano, acompanhe este vídeo do canal Bora com RafaLu :
O pórtico tem formato de pipa, o barril usado para guardar vinho, e foi construído em 1985 para avisar a quem chega que ali começa a terra da uva.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.