Sob enorme risco, Grêmio age certo ao demitir Luís Castro
Luís Castro deixa CT do Grêmio e se despede: "Foi um prazer eliminar nosso grande rival" A derrota de 2 a 1 para o Vasco, em casa, de virada, em um duelo direto contra o rebaixamento, foi a gota d’água: o Grêmio demitiu Luís Castro neste domingo.
Com o gesto, ofereceu à torcida uma medida que ela pedia há semanas, até meses.
A demora levou os gremistas à fronteira do desespero.
Mas ela é compreensível.
A nova diretoria apostou tudo em Luís Castro.
Em troca de um futuro utópico, deu-lhe muito: uma comissão técnica numerosa (seis auxiliares), um salário na casa dos R$ 2 milhões para ele e sua equipe de trabalho, um contrato sem multa rescisória (será preciso pagar todos os vencimentos restantes), a promessa de um trabalho de longo prazo, a teórica autonomia para aproximar categorias de base e elenco principal.
Para quem entrega tanto, é natural insistir, tentar fazer funcionar.
É natural rejeitar aquilo que a realidade mostra jogo após jogo. + Grêmio abre conversas o retorno volta de Renato Luís Castro não é mais o técnico do Grêmio A verdade é que Luís Castro não aconteceu no Grêmio.
Em momento algum da temporada, nem no título estadual, o português conseguiu entregar uma equipe que parecesse ter uma ideia de jogo.
Em idos de setembro, o time gaúcho é burocrático no ataque e terrivelmente frágil na defesa, além de parecer permanentemente desconectado da realidade – vide o erro de Nardoni no gol de virada do Vasco.
Há equipes piores no Campeonato Brasileiro (incluindo o Inter), mas nenhuma é tão decepcionante.
Pelo trabalho realizado por Castro no Botafogo, a expectativa era de briga no bloco superior, e o que ele entregará a seu substituto é um cenário caótico.
"O torcedor já demitiu Luís Castro há muito tempo", afirma Quetelin | A Voz da Torcida O Grêmio corre enorme risco.
Tem os mesmos 28 pontos de Vasco e Inter, que abrem a zona de rebaixamento, mas sua tabela é muito pesada.
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