Rio Branco tem o menor potencial de consumo entre as capitais brasileiras
Rio Branco ocupa a última posição entre as 27 capitais do país no ranking de potencial de consumo das famílias, com R$ 13,5 bilhões estimados para 2025. O dado faz parte do anuário IPC Maps 2025 e foi divulgado nesta quinta-feira (15) em levantamento publicado pelos perfis Brasil em Mapas e Market Live.
O potencial de consumo das famílias brasileiras chegou a R$ 8,2 trilhões, com crescimento real de 3% em relação a 2024. As capitais concentram R$ 2,28 trilhões desse valor.
São Paulo lidera o ranking das capitais com R$ 605,8 bilhões. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (R$ 323,3 bilhões), Brasília (R$ 154,4 bilhões), Belo Horizonte (R$ 129,7 bilhões), Curitiba (R$ 107,3 bilhões), Salvador (R$ 101,4 bilhões), Fortaleza (R$ 92,2 bilhões), Porto Alegre (R$ 83 bilhões), Goiânia (R$ 74,4 bilhões) e Manaus (R$ 68,5 bilhões). Juntas, as dez primeiras somam R$ 1,74 trilhão, o que corresponde a 76% do potencial de consumo das capitais.
Manaus é a única capital da Região Norte entre as dez maiores. Na sequência regional estão Belém, com R$ 45,7 bilhões, Porto Velho, com R$ 19 bilhões, Macapá, com R$ 14,5 bilhões, e Boa Vista e Palmas, com R$ 14,4 bilhões cada. A capital acreana aparece logo atrás. Fora do Norte, os menores valores entre as capitais são de Vitória (R$ 20,6 bilhões), Aracaju (R$ 26 bilhões) e Teresina (R$ 30 bilhões).
O Norte também tem a menor participação entre as regiões do país, com R$ 490 bilhões, o equivalente a 6% do total nacional. O Sudeste concentra R$ 3,92 trilhões, ou 48,1%. O Nordeste soma R$ 1,52 trilhão (18,6%), o Sul registra R$ 1,51 trilhão (18,5%) e o Centro-Oeste responde por R$ 720 bilhões (8,8%).
Entre os estados, São Paulo tem o maior potencial, com R$ 2,2 trilhões. Minas Gerais registra R$ 837 bilhões, o Rio Grande do Sul R$ 546 bilhões, o Paraná R$ 539 bilhões, a Bahia R$ 410 bilhões e Goiás R$ 296 bilhões. No Norte, os destaques são o Pará, com R$ 211 bilhões, e o Amazonas, com R$ 103 bilhões.
Por faixa de renda, as classes B e C respondem por 74% do consumo. A classe A representa 16% e as classes D e E, 9,8%. Os gastos com veículos próprios lideram as despesas das famílias, com R$ 886 bilhões, valor superior aos gastos com alimentação e habitação.
O levantamento indica que cerca de 128 milhões de brasileiros sustentam esse consumo, o que corresponde a quase 60% da população economicamente ativa. O mercado nacional reúne quase 25 milhões de empresas, a maioria formada por microempreendedores individuais e negócios dos setores de serviços e comércio.
O IPC Maps adota metodologia própria e utiliza dados oficiais de 22 indicadores econômicos, sociais e populacionais para calcular o potencial de consumo do país.
Jornalista e social media, com atuação em marketing, assessoria de comunicação política e institucional. Atualmente escreve para o ac24horas, fazendo cobertura regional do estado do Acre.
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