Morta atropelada ao sair de festa passa a integrar lista de feminicídios
A morte de Wandete Góis da Silva, de 58 anos, atropelada pelo próprio marido em 2 de agosto na BR-463, passou a ser contabilizada como feminicídio pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
A mudança elevou para oito o número de casos registrados naquele mês e para 27 o total no Estado em 2026.
A alteração aparece no painel da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública), que agora registra uma morte a mais em agosto.
Wandete passa a ocupar a 20ª posição na ordem cronológica dos casos.
Com a atualização, os 27 feminicídios de 2026 estão distribuídos entre janeiro (2), fevereiro (2), março (4), abril (3), maio (1), junho (1), julho (5), agosto (8) e setembro (1).
O registro inicial, porém, tratava a morte como homicídio culposo na direção de veículo automotor.
O suspeito, de 49 anos, era marido de Wandete e foi preso em flagrante no dia seguinte ao atropelamento, sendo posteriormente colocado em liberdade pela Justiça enquanto a investigação prosseguia.
Wandete morreu no km 102 da BR-463, na região de Sanga Puitã, distante 313 quilômetros de Campo Grande.
Ela e o então companheiro haviam participado de uma confraternização de caminhoneiros antes do atropelamento.
A perícia encontrou ao lado do corpo um fragmento de plástico que depois foi relacionado ao caminhão conduzido pelo marido.
O veículo foi localizado estacionado em frente à residência do casal, com o para-lamas de uma das rodas do lado esquerdo quebrado.
Conforme os documentos da investigação, o exame comparativo apontou que o fragmento recolhido na rodovia pertencia ao caminhão usado pelo rapaz.
Na ocasião, a Polícia Civil considerou inicialmente que o suspeito havia provocado a morte sem intenção e formalizou a prisão com base no crime de trânsito.
O outro lado - O Campo Grande News procurou o advogado do suspeito para comentar a nova classificação, mas ele não respondeu à tentativa de contato telefônico.
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