Que sufoco: as reações ao ‘Dia D Econômico’ de Trump
Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Afinal, o que faz Donald Trump se debatendo nas águas do Estreito de Ormuz? A cena, pintada em um muro de Teerã, é a reação em tom de piada do governo do Irã ao chamado “Dia D Econômico”, anunciado em tom épico, na segunda-feira 24, pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent. A alusão ao desembarque dos Aliados que mudou os rumos da II Guerra foi tirada da manga para conferir grandeza a um recém-divulgado pacote de novas sanções contra a república dos aiatolás. O conjunto de medidas tem por objetivo asfixiar o inimigo, começando pelo setor petrolífero, ao punir empresas (quase setenta delas agora sob embargo) e países (isso ainda no terreno das ameaças) que ajudam a girar as engrenagens do setor. Embora iniciativas de tal natureza recaiam sobre os iranianos desde a revolução de 1979, nunca a Casa Branca havia aventado de forma tão direta um castigo a nações que mantêm laços com o “pária”. O alvo mais sensível é a China, maior comprador do petróleo de lá — Xi Jinping logo avisou que pode retaliar os Estados Unidos. O grande problema é que tudo soa como reciclagem da velha receita que nunca balançou a teocracia de turbante, sempre pronta para burlar o paredão americano. O tal Dia D é mais uma tentativa de Trump de se livrar do enrosco no qual se meteu no Oriente Médio, que vem solapando sua popularidade às vésperas de eleições cruciais. Até agora, nem a via das bombas nem tampouco a da diplomacia têm feito o governo do Irã piscar. Em meio ao embate sem horizonte de fim, resta a pergunta que não quer calar: quem vai ficar sem ar primeiro?
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