Dell amplia estrutura de IA agênticia em parceria com a Nvidia
A maior parte das implantações corporativas de inteligência artificial (IA) ainda vive no limbo entre o piloto e a produção.
Só 41% das organizações conseguem atravessar essa barreira com clareza de retorno sobre o investimento (ROI), e 83% das empresas elencam o suporte integral do fornecedor como critério decisivo na escolha de um parceiro tecnológico.
É nesse cenário que a Dell Technologies apostou em uma expansão de sua parceria com a Nvidia para evoluir sua plataforma de IA.
A empresa anunciou nesta quarta-feira (21), um conjunto de atualizações para a Dell AI Factory com a Nvidia , que amplia as soluções de inteligência artificial agêntica desde de estações de trabalho a data centers.
Os lançamentos foram detalhados em webcast na terça-feira (20) por Varun Chhabra , vice-presidente sênior de infraestrutura e soluções da Dell, e Brad Maltz , diretor sênior de soluções de IA da companhia.
A base de clientes da plataforma já ultrapassou 6.500 organizações, ante 5.000 registradas em maio, durante o Dell Technologies World.
IA agêntica sob pressão por resultado O contexto que impulsiona os anúncios é a cobrança crescente por retorno mensurável.
A falta de clareza sobre o retorno sobre o investimento (ROI) é o principal obstáculo em 59% das implantações corporativas de IA.
A Dell projeta que sua plataforma pode ser até 90% mais econômica do que as nuvens públicas ao longo de dois anos, e empresas que já a adotaram relatam ROI de até 269% no primeiro ano.
Chhabra trouxe um dado que resume a tensão econômica do mercado: o custo por token deve cair mais de 90% até 2030, mas o consumo de tokens da IA agêntica deve crescer 24 vezes no mesmo período.
Na prática, o custo total de operar agentes tende a subir.
“A IA agêntica é a palavra na boca de todo mundo, e ‘tokenomics’ provavelmente é a próxima”, declara o executivo.
Para Chhabra, a plataforma responde a uma mudança de fase do mercado.
“É necessário que nós, como empresas de tecnologia, possamos oferecer totalmente a infraestrutura completa, porque o mercado está entrando em uma nova fase em que os clientes estão menos concentrados em construir e mais em gerar resultados de negócios”, afirma.
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