Especial IT Forum 35 anos: CIO do Itaú Unibanco viu a tecnologia sair da retaguarda e ocupar o centro da estratégia
Ricardo Guerra , CIO do Itaú Unibanco , viu a tecnologia mudar de lugar.
No início, ela ficava mais ao fundo da sala, quase sempre convocada depois que as decisões já haviam sido tomadas.
As áreas de negócios identificavam uma necessidade, formatavam uma demanda e chamavam a TI para fazer o que se esperava dela, ou seja, sustentar operações, entregar projetos, garantir estabilidade e processar grandes volumes de informação.
Era uma área de execução, eficiência e resiliência.
Importante, sem dúvida.
Mas ainda distante do centro nervoso das escolhas estratégicas.
Ao longo de mais de três décadas no setor financeiro, Guerra acompanhou essa mudança de posição como quem observa uma engrenagem deixar de ser invisível para se tornar força motriz.
A tecnologia, que antes recebia ordens, passou a formular perguntas.
Deixou de apenas implementar sistemas para participar da concepção de produtos, da construção de jornadas e da criação de experiências.
“A conversa deixou de ser sobre sistemas e passou a ser sobre como gerar valor para clientes e para o negócio”, observa.
Essa frase talvez ajude a explicar não apenas a trajetória de um executivo, mas parte importante da história recente da tecnologia empresarial no Brasil.
O que antes era retaguarda virou estratégia.
O que era suporte passou a ser linguagem de competitividade.
E o profissional de TI, antes identificado principalmente pela capacidade técnica, passou a ser cobrado por algo mais amplo, que é compreender o cliente, antecipar necessidades, dialogar com dados, design, produtos e negócios, e traduzir complexidade em soluções simples.
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