quinta-feira, 8 de outubro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
› Astronautas da missão Crew-12 retornam à Terra após oito meses na ISS› Anthropic lança painel de controle e ferramentas de animação para Claude› Hackers ligados à China davam acesso a e-mails roubados, segundo FBI› O que tá rolando hoje: Luto na ciência e um ChatGPT que cria mapas› Processo contra McDonald's nos EUA por precificação baseada em IA levanta novas questões› USA Today processa OpenAI por violação de direitos autorais› EUA suspendem Microsoft de programa para residência de estrangeiros› American Airlines amplia implantação de WiFi da Starlink para toda frota› Trump diz que tratará como 'inimigo' quem não disser 'superinteligência' em vez de IA› Google Cloud lança agente de IA para escritórios› Astronautas da missão Crew-12 retornam à Terra após oito meses na ISS› Anthropic lança painel de controle e ferramentas de animação para Claude› Hackers ligados à China davam acesso a e-mails roubados, segundo FBI› O que tá rolando hoje: Luto na ciência e um ChatGPT que cria mapas› Processo contra McDonald's nos EUA por precificação baseada em IA levanta novas questões› USA Today processa OpenAI por violação de direitos autorais› EUA suspendem Microsoft de programa para residência de estrangeiros› American Airlines amplia implantação de WiFi da Starlink para toda frota› Trump diz que tratará como 'inimigo' quem não disser 'superinteligência' em vez de IA› Google Cloud lança agente de IA para escritórios
Últimas

O Brasil aprendeu a rejeitar e a temer em dobro

Folha de S.Paulo ·
O Brasil aprendeu a rejeitar e a temer em dobro

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

Professora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da UFRGS e conselheira da Abrapel (Associação Brasileira de Estudos Eleitorais)

Professor do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da Unipampa

Em tempos de incertezas eleitorais, as pesquisas de intenção de voto mostram uma certeza que se consolida ao revelar um resultado comum: a impressionantemente forte rejeição dos principais candidatos presidenciais . Levantamento da Quaest, divulgado em 14 de setembro, apresenta 55% de rejeição para Flávio Bolsonaro ( PL ) e 55% para o presidente Lula ( PT ).

Não é novidade a resistência e desconfiança do eleitor brasileiro a partidos e candidaturas presidenciais. O sentimento antipartidário, bem como a rejeição a candidatos, vem muito antes da transição política para o regime civil e a Constituição de 1988.

O PT e seus postulantes presidenciais, desde sua entrada na competição, em 1989, enfrentaram o desafio de combater a resistência do eleitor. Entrementes, a legenda também apresenta na sua trajetória uma expressiva identificação com o eleitorado.

Chama a atenção que, tanto na eleição disruptiva de 2018 quanto na eleição de 2022 , a rejeição aos dois principais candidatos presidenciais não tenha sido diagnosticada nas pesquisas de intenção de voto com percentuais semelhantes e elevados. Esta é a novidade da eleição presidencial deste ano: a forte e semelhante rejeição nas duas principais candidaturas.

O país aprendeu a rejeitar e temer em dose dupla. A obra "Hate in the Homeland: The New Global Far Right", da professora Cynthia Miller-Idriss (American University), lança luz sobre os mecanismos de mobilização política de sentimentos de traição, raiva, medo, vergonha e desejo de pertencimento que alimentam a orientação da decisão do voto. Em tempos de insegurança, esses sentimentos tornam-se elementos centrais das campanhas mundo afora, inclusive no Brasil

O que se destaca é a perda do monopólio da forte rejeição : o "empate na antipatia". Rejeitar radicalmente um partido ou candidato e, por essa razão, buscar outra opção é diferente de manifestar rejeição, na mesma intensidade, a outro campo no pleito presidencial. Esse fenômeno não parece ser mero acidente de contexto de uma eleição, sobretudo quando confrontado com os resultados de uma pesquisa acadêmica a ser publicada sob nossa autoria e de João Cardoso L. Camargos, "As Metamorfoses do Antipetismo - Um Partidarismo Negativo Estável?", que reconstrói duas décadas de rejeição afetiva a partidos brasileiros a partir do Estudo Eleitoral Brasileiro (Eseb).

Em 2002, apenas 11% do eleitorado expressava rejeição ao PT, oscilando até 2014. O ponto de inflexão foi 2018, quando o índice disparou para 34%, recuando ligeiramente em 2022. O antipetismo, sem dúvida, cresceu.

Ler a notícia completa no Folha de S.Paulo ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.

Mais de Folha de S.Paulo

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›