Canella é apontado como ‘articulador político’ de grupo suspeito de lavar R$ 7,6 bi
O ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) é apontado pela Polícia Federal (PF) como um dos principais articuladores políticos de uma organização criminosa suspeita de movimentar R$ 7,6 bilhões em seis anos por meio de uma rede de postos de combustíveis .
Ele foi preso nesta quinta-feira (15), durante a oitava fase da Operação Unha e Carne.
Em uma representação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), os investigadores descrevem Canella como um elo entre o poder público , os negócios do grupo e integrantes de estruturas criminosas armadas .
Segundo a PF, ele teria atuado para indicar aliados a cargos estratégicos na administração estadual e recebido dinheiro de origem suspeita .
A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro , corrupção , venda ilegal de combustíveis e formação de cartel .
As informações constam de um documento em que a PF determinou o cumprimento de buscas e apreensão contra os investigados.
Indicação de Marcus Amin Segundo a PF, Canella teria sido o responsável por viabilizar a indicação de Marcus Vinicius Amim Fernandes para a presidência do Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran-RJ) e, posteriormente, para o comando da Polícia Civil do estado .
O relatório afirma que o deputado eleito articulou uma mudança na legislação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para flexibilizar os requisitos de tempo de serviço necessários para ocupar o cargo.
Amim também foi preso nesta quinta-feira.
De acordo com a investigação, ele teria atuado como um elo institucional do grupo e ajudado a proteger suas atividades por meio dos cargos que ocupou na administração pública .
A PF também cita a relação de Canella com Luana Oliveira, sócia de Amim em uma empresa ligada ao setor de combustíveis.
O documento afirma que o político a descreveu publicamente como uma amiga próxima .
Movimentação de R$ 7,6 bilhões A investigação teve como base, entre outros elementos, informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Segundo a representação, o grupo movimentou cerca de R$ 7,64 bilhões entre maio de 2020 e março de 2026.
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