Dark Horse: polícia aponta faturas sem lastro de R$ 8,5 milhões de empresa
A Polícia Civil identificou que o Instituto Conhecer Brasil (ICB), investigado por supostas irregularidades em um contrato com a Prefeitura de São Paulo para a instalação de pontos de WiFi, teria apresentado ao menos quatro faturas sem lastro fiscal no valor de R$ 8,5 milhões.
As faturas teriam sido emitidas pela empresa Make One Tecnologia Digital, subcontratada para a locação de equipamentos eletrônicos.
“Tais faturas careceriam de qualquer validade ou lastro fiscal, uma vez que não teria havido a emissão das respectivas notas fiscais e o consequente recolhimento dos tributos municipais”, afirmou o delegado Antonio Carlos Munuera Silveira, da Divisão de Investigações Sobre Crimes Contra a Administração e Combate à Corrupção da Polícia Civil de São Paulo.
Leia também Demétrio Vecchioli Produtora de Dark Horse se negou a dar senha do celular à polícia Ramiro Brites Dark Horse: TCM cobrou Prefeitura sobre escolha de ONG para instalar Wi-Fi Mirelle Pinheiro Dark Horse: empresa ligada ao ICB mudou de dono após prisão por feminicídio Mirelle Pinheiro Caso Dark Horse: polícia acha outros quatro acordos entre ICB e pasta de SP A polícia ainda afirma que as faturas apresentariam numeração “estritamente sequencial e teriam sido emitidas no mesmo dia, com idêntica data de vencimento, mas com valores fracionados, indicando uma montagem documental artificial para encobrir saídas ilegíveis de caixa”.
As informações constam em relatório que embasou a operação “WiFi Livre”, deflagrada em junho desse ano.
Os documentos foram tornados públicos neste domingo (13/9) pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal ( STF ), que havia solicitado o compartilhamento das informações da investigação da Polícia Civil.
Uma das linhas de investigação é a suspeita de que os valores referentes ao contrato de R$ 108 milhões entre a prefeitura e o ICB podem ter sido desviados para a produção do filme Dark Horse, produzido pela Go Up Enterteinment.
Tanto o ICB como a Go Up são de propriedade de Karina Gama, alvo da operação de junho.
No relatório, o delegado diz haver indícios de “materialidade das condutas delitivas”.
“A análise técnica das informações pelos Srs.
Investigadores de Polícia desta unidade revelou, a partir de informações obtidas junto à imprensa em publicações de notícias veiculadas em âmbito nacional, a suposta inserção de ao menos R$ 16,5 milhões em notas fiscais e comprovantes de despesas”, escreveu o delegado.
Além das notas sem lastro, a polícia cita notas fiscais canceladas no mesmo dia por outras empresas prestadoras de serviço à ONG, além de autofaturamento e pagamentos duplicados.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.