A diferença entre duas gerações de corintianos
O corinthiano que nasceu em 1950 era com h, e passou quase 23 anos sem gritar é campeão depois do dia 6 de fevereiro de 1955, quando comemorou o título estadual do IV Centenário de São Paulo, referente a 1954, o mais importante da história do Campeonato Paulista e numa época em que se usava algarismo romano.
A partir de então foram tantos títulos perdidos que o corinthiano sempre achava que o time perderia jogos decisivos e até criou um slogan: "Campeão ou não, és minha paixão".
O corintiano que nasceu em 1970 já viu o time campeão em 1977 — para os corinthianos o mais importante de todos os tempos —, viu de novo em 1979, distribuiu adesivos para automóveis com os dizeres "Ano sim, ano não, Corinthians campeão", comemorou outra vez em 1982 e 1983, tempos gloriosos da Democracia Corinthiana, e ia aos estádios com a certeza da vitória, convicção sedimentada, com o bicampeonato mundial, a conquista, enfim, da Libertadores, dos sete Brasileirões, três Copas do Brasil, uma porção de Paulistinhas etc.
Mas lá se vão quase dez anos em que a situação mudou, com a conquista apenas de uma Copa do Brasil de mais relevante.
Os de 1970 começam a ter dúvidas, ou nem isso, como agora, 50 minutos antes do clássico com o Flamengo.
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