EUA limitam vacina atualizada contra covid a idosos e grupos de risco
A FDA aprovou nos EUA vacinas atualizadas contra a covid-19 para pessoas com 65 anos ou mais e grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença.
Pfizer e BioNTech receberam aval para aplicar sua vacina de RNA mensageiro em todos os idosos e em pessoas de 5 a 64 anos com condições que elevam o risco. A formulação mira a variante LP.8.1 do coronavírus, informaram as empresas.
A Moderna teve aprovadas duas vacinas de RNA mensageiro, a Spikevax e a mNexspike. A Spikevax poderá ser usada por pessoas de 6 meses a 64 anos com condições de saúde e por maiores de 65 anos; a mNexspike, por pessoas de 12 a 64 anos com essas condições e idosos.
A Nuvaxovid é a única vacina contra covid baseada em proteína disponível nos Estados Unidos. A versão aprovada mira a cepa JN.1, afirmou a Novavax.
Asma, doenças cardíacas, renais, hepáticas ou pulmonares, diabetes, obesidade e gravidez podem aumentar o risco de doença grave. A lista é dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, o CDC.
O governo Trump deixou de recomendar a vacinação universal contra covid-19. A orientação atual é que todas as pessoas a partir de 6 meses conversem com um profissional de saúde antes de receber a dose.
O comitê independente de vacinas da FDA recomendou em maio que as doses deste ano mirassem a variante XFG. O CDC ainda não publicou a recomendação oficial para a campanha, embora organizações médicas recomendem a vacinação.
As vacinas devem chegar a farmácias e consultórios em setembro. Seguradoras indicaram que manterão a cobertura das doses.
Os casos, internações e mortes por covid-19 permanecem em níveis baixos nos EUA. Mesmo assim, a positividade dos testes se aproximou de 5% na semana encerrada em 15 de agosto, pela primeira vez desde o início de fevereiro, com alta em todos os estados, informou o CDC.
A XFG.1.1 era a variante predominante entre os casos de covid-19 no país no início de julho. O CDC afirma que recebe atualmente poucas sequências virais para monitorar a circulação do coronavírus.
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