Esposa de PM tinha 20 lesões no corpo além do tiro na cabeça, aponta laudo
A técnica em radiologia Larissa da Cruz Morata, 29 , tinha 20 lesões pelo corpo, além do ferimento provocado por um disparo de arma na cabeça, apontou o laudo necroscópico do IML (Instituto Médico Legal). O marido dela, o policial militar Vinícius Costa Silva, 26, está preso suspeito pela morte dela.
A causa da morte de Larissa foi traumatismo cranioencefálico após tiro na cabeça. O exame aponta que o projétil entrou pela região temporal esquerda do crânio e saiu do lado direito, perdendo-se no ambiente.
IML concluiu que ela foi atingida enquanto estava em pé. O vetor da bala teria sido de trás para frente, da esquerda para direita —o que fez com que a polícia afastasse a versão de suicídio apresentada pelo companheiro.
Peritos também encontraram equimoses, hematomas e escoriações na mulher. As lesões estavam espalhadas nas mãos, nos pés, nos joelhos, nas pernas, no quadril e na região cervical, conforme verificou o UOL no documento policial.
Ainda não está claro como e quando os ferimentos foram causados. O laudo também destaca que muitos fios de cabelo foram achados soltos e grudados na calça de Larissa. Uma nova perícia foi realizada na sexta-feira na residência do casal e deve trazer mais evidências sobre o que aconteceu.
Larissa foi encontrada morta com um tiro na cabeça no banheiro da casa em que morava com o policial no domingo (6). Ele também teria acionado a PM e teria dito que encontrou a mulher morta ao acordar. Inicialmente, ele foi ouvido e liberado em seguida. O caso foi registrado como morte suspeita.
Minutos antes da morte, Larissa conversou por telefone com a avó e disse que tinha terminado o relacionamento. A família dela também afirma que o PM teria apressado a liberação do corpo do Instituto Médico Legal e marcou o enterro sem comunicar os parentes. Eles relataram que temiam que o corpo da vítima fosse cremado para esconder evidências de um possível crime.
À polícia, o PM confirmou que ele e Larissa tinham conversado sobre terminar o relacionamento horas antes da morte dela. O homem relatou que partiu dele a decisão de encerrar a relação, negou envolvimento no ocorrido e também disse que a esposa sabia onde ele guardava a arma.
PM estava no velório de Larissa na segunda-feira (7) quando foi preso e conduzido à Delegacia de Embu das Artes. Depois, o suspeito deixou o local em uma viatura da Corregedoria da Polícia Militar. Ele foi levado ao Presídio Militar Romão Gomes, na Vila Albertina, zona norte de São Paulo. Prisão do PM é temporária (válida por 30 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período).
Vinicius tinha um histórico de violência e era agressivo, segundo os familiares dela. Ele não permitia que a família visitasse a técnica e já teria se mudado mais de uma vez por "arrumar briga com todos e ameaçar as pessoas com armas".
O advogado dele negou histórico de violência e disse que tanto o policial quanto a irmã dele deram esclarecimentos às autoridades.
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