FGC vai continuar atuando para 'coibir desvios de funcionalidade', segundo presidente
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) vai continuar atuando para "coibir desvios de funcionalidade" do fundo, afirmou Daniel Lima, presidente do FGC, em um evento de comemoração aos 30 anos da entidade, realizado em São Paulo nesta quinta-feira (13).
Conforme o executivo, isso só pode ser feito com bastante debate entre os diferentes participantes do mercado e com muita transparência.
"Eu sou o chato da transparência e tem motivo para isso.
Acho que o futuro da indústria é uma responsabilidade compartilhada por nós todos.
Para termos qualidade no debate, precisamos primeiro ter um diagnóstico e nivelar minimamente as informações", disse.
Na análise de Lima, o mercado vive um momento bom de interlocução entre os participantes de negócios diferentes, que juntos reconhecem os desafios dessa conversa.
Na avaliação do presidente, as regras precisam ser flexíveis para serem alteradas junto com as mudanças do mercado.
De acordo com o executivo, o trabalho do fundo nos casos de atuação do FGC mais recentemente não foi fácil, mas é preciso transparecer para a sociedade que foi.
"A partir do momento que for percebido que tem dificuldade para entrega, o mecanismo deixa de ser eficaz.
A eficiência do mecanismo depende da confiança", afirmou.
Segundo ele, o fundo garantidor do país é o único do mundo que conta com um aplicativo para fazer os ressarcimentos.
Em 30 anos, foram 45 pagamentos.
Contudo, em muitos países, faz 20 anos que um banco não é liquidado e os mecanismos vivem somente de simulações.
"Sabemos como simular e viver, é muito diferente.
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