Deve ter um sapo enterrado: a dificílima história da mineração no MS
As jazidas de minério de ferro e manganês do Mato Grosso do Sul estão localizadas nos municípios de Corumbá e Ladário.
Apesar de eternamente mal exploradas, as reservas são grandes, mas as explorações são irrelevantes nacionalmente.
A região detém 28% do total nacional de minério de ferro, segunda maior reserva, mas responde por irrisórios 0,8% da produção.
O manganês tem um sapo enterrado semelhante.
Terceira maior reserva nacional, com 8,2% e produção de 9,8% do total nacional.
Mas sempre foi assim… ou pior.
De mão em mão, sem um tostão.
Da descoberta até meados de 1.900, as concessões para exploração desses minérios foram sucessivamente transferidas de um concessionário a outro sem que fosse retirada uma só tonelada.
Em 1.860, o governo mandou Rodolfo Waehnndelt fundar uma fabrica de ferro e pólvora na localidade.
A seguir, a mineração foi transferida para o Barão de Villa Maria.
O resultado foi idêntico.
Nada aconteceu.
Com o falecimento do barão, sua viúva, Maria da Glória Pereira Leite, assumiu a concessão em 2 de agosto de 1.876.
Nada foi concretizado.
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