Michelle Bolsonaro protocola notícia-crime contra adversário
A candidata a senadora pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) apresentou notícia-crime contra o adversário Tiago Tarsis (Agir), nesta segunda-feira (31/8).
Michelle Bolsonaro pediu ao Ministério Público a investigação de possível prática de denunciação caluniosa.
A ex-primeira-dama citou que Tiago Társis protocolou seis petições criminais contra ela e a também candidata Bia Kicis (PL) ao longo de 19 horas e 20 minutos.
Segundo a candidata, tratam-se de três pares de petições “idênticas, com os mesmos fatos, pedidos e anexos”.
Tiago Társis apresentou seis processos na Justiça Eleitoral contra supostas irregularidades em atas do PL.
No documento enviado ao MP, Michelle Bolsonaro apontou “movimentação deliberada e reiterada do aparato da Justiça Eleitoral, em seis oportunidades no mesmo dia, para imputar à noticiante a prática de crime que o noticiado sabe não ter sido por ela cometido — e, mais que isso, que ele sabe não lhe poder sequer ser atribuído, porque nenhuma conduta sua é descrita em qualquer das seis peças”.
Candidato Tiago (Agir) No pedido enviado ao MP, a defesa de Michelle citou que, a cada par, a mesma petição foi protocolado duas vezes com alteração do processo indicado como referência, o que provocou sorteio de seis relatores diferentes.
“Duplicar uma petição pode ser desorganização.
Duplicar duas vezes, trocando sistematicamente o processo de referência, alterando a classe processual e desligando o sinalizador de liminar, noventa e dois minutos depois de um despacho, não é desorganização.
É conduta dirigida a um fim — e conduta dirigida a um fim é, por definição, dolosa”, diz trecho do documento da defesa de Michelle Bolsonaro.
Segundo os advogados de Michelle Bolsonaro, “nenhuma das seis petições descreve qualquer ato praticado por Michelle na elaboração dos documentos questionados”.
A candidata pediu às autoridades para apurarem se os processos foram instaurados “para atribuir falsamente prática de um crime e produzir consequências sobre sua candidatura”.
Tiago Tarsis solicitou à Justiça Eleitoral, em caráter de urgência, que Michelle Bolsonaro fosse proibida de participar de debates, conceder entrevistas, publicar conteúdos eleitorais e praticar atos de campanha.
A assessoria da candidata firmou que, “ao contrário das medidas requeridas contra Michelle, a notícia-crime não pede qualquer restrição à campanha de Tiago Társis, à sua participação em debates, ao seu acesso ao fundo eleitoral ou ao seu tempo de propaganda”.
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