MSGás mantém expansão e garante abastecimento apesar da queda nas importações
A redução do volume de gás natural importado da Bolívia pelo Gasbol (Gasoduto Bolívia-Brasil) não ameaça o abastecimento de Mato Grosso do Sul nem compromete os projetos estratégicos de expansão da MSGás.
Entre os principais investimentos da companhia estão a construção de um gasoduto de 125 quilômetros até a fábrica da Arauco, em Inocência, e a ampliação do fornecimento para Dourados, que terá a Seara como cliente âncora.
A avaliação sobre a segurança do abastecimento é da diretora-presidente da MSGás, Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt.
Ela explicou ao Campo Grande News que a queda nas importações, responsável pela redução da arrecadação estadual de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o gás natural, não significa falta do combustível para atender aos consumidores sul-mato-grossenses.
A diferença está nos volumes.
Enquanto o Gasbol transporta atualmente cerca de 13 milhões de metros cúbicos por dia, o consumo de Mato Grosso do Sul gira em torno de 600 mil metros cúbicos diários, menos de 5% do total transportado pelo gasoduto.
Segundo Cristiane, mesmo com a entrada de novos consumidores industriais, a demanda estadual deverá permanecer abaixo de um milhão de metros cúbicos por dia.
"Os clientes da MSGás vão sofrer com isso? Não vão sofrer", afirmou.
Outro fator apontado pela presidente para explicar a segurança do abastecimento é a abertura do mercado de gás natural em Mato Grosso do Sul.
No chamado mercado livre, as empresas podem negociar diretamente com fornecedores e contratar a MSGás para distribuir o combustível até suas instalações.
Segundo Cristiane, mais de 90% do consumo dos grandes clientes da companhia já está no mercado livre.
A presidente destaca Mato Grosso do Sul entre os estados com maior abertura desse mercado, que permite aos consumidores negociar diretamente a compra do combustível.
Entre as indústrias que já utilizam o modelo estão Suzano e Eldorado Brasil.
A expectativa é que Citrel e ADM também migrem para o mercado livre em 2027.
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