Trump descarta ataques ao Irã antes das eleições nos EUA e cita ‘conversas produtivas’
O presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , afirmou nesta quinta-feira, 8, que não realizará novos ataques contra o Irã antes da midterms , as eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro.
Ele declarou ainda que Washington mantém “conversas produtivas” com Teerã.
“Quero deixar claro a todos que não atacaremos o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato”, escreveu Trump em sua rede social, Truth Social.
“Estamos tendo conversas produtivas com a República Islâmica do Irã”, acrescentou, sem fornecer detalhes sobre o andamento das negociações.
Na véspera, no entanto, o republicano demonstrou desinteresse em assinar um acordo com o Irã.
“Acho que o acordo não é realmente algo que eu queira fazer, mas eles estão dispostos a oferecer-nos qualquer coisa para”, declarou Trump durante um comício de campanha no Texas, acrescentando que Steve Witkoff , enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, tem trabalhado no acordo e “está indo muito bem”.
Continua após a publicidade + Vídeo: Trump é interrompido por manifestantes doze vezes em comício no Texas As declarações ocorrem após a imprensa americana revelar que Trump e sua equipe de segurança nacional discutiam a possibilidade de retomar ataques de grande escala contra o Irã nas próximas semanas.
Segundo o portal Axios, o Pentágono havia orientado o Centcom, comando militar dos Estados Unidos no Oriente Médio, a concluir os preparativos para uma eventual ofensiva, que poderia incluir “bombardeios maciços” contra instalações energéticas, infraestrutura e instalações nucleares iranianas.
Continua após a publicidade Apesar de descartar novos ataques antes das eleições, Trump ressaltou nesta quinta-feira que o bloqueio americano aos portos iranianos continuará em vigor e reiterou que não permitirá que Teerã desenvolva armas nucleares.
Eleições e inflação A guerra no Oriente Médio , iniciada em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, tem contribuído para a alta dos preços dos combustíveis, impulsionada pelas tensões no Estreito de Ormuz , uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo.
As hostilidades entre os rebeldes hutis do Iêmen e a Arábia Saudita , maior exportador do combustível no mundo, também ampliam a instabilidade na região.
Continua após a publicidade Em especial devido à inflação, impulsionada pela disparada de mais de 30% da gasolina, a aprovação de Trump caiu para 32% segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira 5, enquanto eleitores registrados disseram preferir candidatos democratas a republicanos nas midterms por 44% a 37%.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.