Derrite diz que atuação dos EUA contra PCC e CV se limitará a inteligência
Guilherme Derrite (PP-SP), senador eleito por São Paulo no último domingo (4), defendeu hoje (8) que, mesmo após a classificação das organizações PCC e CV como terroristas, a atuação dos EUA no Brasil se limitará a ações de inteligência.
Derrite foi questionado sobre a atuação dos EUA no Brasil após o governo americano mudar a classificação das facções brasileiras.
Criou-se uma ilação de que, depois da classificação do PCC e CV como terroristas, os EUA realizariam operações militares no Brasil. Isso foi uma mentira. Existe uma janela de oportunidade para que o governo brasileiro faça essa troca de inteligência com o governo americano. Essas operações militares, creio que não acontecerão e que não precisa. Guilherme Derrite (PP-SP) em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews
O ex-secretário de segurança pública de São Paulo foi eleito para o Senado junto com André do Prado (PL), presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de SP). Recebeu o apoio de Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante toda a campanha e se elegeu com o discurso da segurança pública e combate ao crime, derrotando as candidatas Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
Desde 5 de junho deste ano, as facções PCC e CV são consideradas terroristas pelos EUA. O governo brasileiro tentou articular com o governo Trump a revogação da classificação, com o argumento de que os grupos brasileiros não agem sob o discurso de crimes de ódio, característica de outros grupos terroristas internacionais. Para a equipe do presidente Lula (PT), a saída mais eficaz seria o combate, o sufocamento financeiro, combatendo a arrecadação e lavagem de dinheiro das duas organizações.
Derrite também defendeu a redução da maioridade penal. A redução de 18 para 16 anos é uma das propostas do plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL). O tema foi discutido na Câmara dos Deputados em 2015, mas o projeto não teve andamento.
Segurança pública tem tanta coisa para ser alterada, mas a mais rápida é a que já está sendo tramitando na Câmara, foi engavetada e caducou no Senado, que é a redução da maioridade. Eu faço parte dessa comissão na Câmara dos Deputados, então talvez eu tenha oportunidade de votar essa pauta na Câmara e, ano que vem, recebê-la no Senado Federal. Guilherme Derrite (PP-SP)
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