Ailton Krenak defende mais visibilidade da riqueza cultural dos povos indígenas de Roraima para 'mostrar a diversidade étnica'
Ailton Krenak participa de evento em RR sobre direitos dos povos indígenas O primeiro indígena a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras (ABL), Ailton Krenak defendeu que a riqueza cultural e a diversidade étnica dos povos indígenas de Roraima tenham mais visibilidade no Brasil e no exterior.
Em entrevista ao g1, nesta quarta-feira (28), o escritor afirmou que o estado precisa destacar as conquistas dos povos originários, para além das notícias sobre crises e conflitos territoriais.
Líder indígena, filósofo, escritor e ambientalista, Ailton Krenak se tornou uma referência na luta pelos direitos dos povos originários durante a Assembleia Nacional Constituinte de 1987 e 1988, responsável pela elaboração da Constituição Federal após os 21 anos da ditadura militar (1964–1985).
Na época, teve atuação de destaque na defesa dos direitos indígenas, que foram reconhecidos no texto constitucional. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Primeiro indígena imortal na Academia Brasileira de Letra, Ailton Krenak.
Nalu Cardoso/g1 Roraima "A gente pode melhorar essa pauta, transformar ela numa pauta positiva, mostrar a cultura, a diversidade étnica e o avanço cultural.
A gente tem um número muito grande de pessoas indígenas se formando, se graduando pela universidade, fazendo mestrado, doutorado.
Isso são coisas muito boas, positivas, que a gente deveria divulgar mais", explicou.
Krenak está em Roraima, estado mais ao Norte do país, para participar da Semana Jurídica da Universidade Federal de Roraima (UFRR).
Durante o evento, ele discute os direitos dos povos indígenas e a consulta prévia às comunidades sobre medidas que possam afetar seus territórios (saiba mais abaixo).
Ailton Krenak também refletiu sobre a educação das crianças indígenas, a vida em comunidade e a relação dos seres humanos com a natureza.
Ele destacou a importância de compartilhar, valorizar o coletivo e reconhecer que todos fazem parte do ambiente em que se vive.
A reflexão também se relaciona à responsabilidade de respeitar a natureza e preservar o legado deixado pelos ancestrais para as próximas gerações.
"Tudo que nós temos no presente é um legado dos nossos ancestrais, de todos nós, não só dos povos indígenas.
Tudo que nós temos agora vem dos nossos ancestrais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Roraima.