Listas de boicote de bolsonaristas têm de Itaú e Ipiranga a comércio local
Nos materiais, os bolsonaristas incluem o nome de comércios locais, como mercadinhos, docerias, padarias, livrarias e até mesmo grandes empresas como o banco Itaú e o posto Ipiranga. Procurados pelo UOL , a instituição financeira e a rede de postos de combustível não responderam.
Há também a indicação de profissionais liberais, como dentistas, fisioterapeutas e advogados. O UOL teve acesso a uma lista que tem sido divulgada em grupos de moradores de Petrópolis (RJ). No material, quase 100 estabelecimentos e profissionais são alvos de sugestão de boicote. Na cidade, Flávio foi mais votado no segundo turno, com 57,89% dos votos contra 42,11% de Lula.
Nas redes sociais, os comerciantes afetados têm relatado preocupação com as listas. Uma empreendedora do interior de São Paulo disse que sempre fez críticas ao governo Lula e que sua defesa à candidatura do petista ocorreu em seu perfil pessoal em prol da democracia.
Bolsonaristas também têm compartilhado publicações em que pedem boicote a viagens ao Nordeste e a doações para pessoas mais pobres. O objetivo, segundo eles, é mostrar aos apoiadores de Lula "como é dolorido ver empresas fechando, falindo ou indo embora do Brasil".
Há também o movimento apoiado por políticos de atacar e ameaçar trabalhadores que votaram em Lula, conforme mostrou o colunista do UOL Carlos Madeiro . No Rio de Janeiro, por exemplo, a deputada estadual India Armelau (PL), mais votada do estado este ano, incentivou empregadores a discriminar, demitir ou perseguir trabalhadores por suas convicções políticas.
Neste caso específico, a Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro atendeu a um pedido do Ministério Público do Trabalho e proibiu a deputada de manter a prática ilegal. Desde a 0h da segunda-feira até as 17h45 de ontem (27), o MPT recebeu 530 denúncias de todos os tipos de assédio a trabalhadores relacionados às eleições.
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