América Latina é líder em risco de exposição de dados na IA, diz estudo
A América Latina foi a região com a maior proporção de prompts de IA com alto risco de exposição de dados , mostrou um levantamento da Check Point Research, obtido com exclusividade pela CNN Brasil .
O estudo apontou que um em cada 29 prompts enviados a ferramentas de inteligência artificial generativa na região apresentava alto risco de vazamento de dados sensíveis, ou 3,5%.
As informações são referentes ao período de julho a agosto deste ano.
Em comparação, a América do Norte registrou um em cada 32 prompts (3,1%); a Europa, um em cada 40 (2,5%); e a Ásia-Pacífico, um em cada 41 (2,4%).
Leia Mais Principais IAs do mercado são vulneráveis à desinformação, mostra estudo IA será principal motor de competitividade para 88% das empresas até 2030 IA esbarra na infraestrutura energética da América Latina, diz Moody's Vazamento de dados sensíveis na IA O Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC) alertou para uma possível “onda de correções”, provocada pelo aumento de vulnerabilidades identificadas com auxílio da IA.
A atualização de segurança da Microsoft de julho de 2026 incluiu um recorde de 570 correções, enquanto a atualização trimestral da Oracle reuniu mais de 1.400.
O relatório cita casos em que a IA ajudou a encontrar falhas críticas e reduziu drasticamente o tempo necessário para explorar determinadas vulnerabilidades .
Mesmo assim, das cerca de mil vulnerabilidades descobertas com auxílio de IA no primeiro semestre de 2026, apenas 1% se converteu em riscos reais.
O levantamento apontou que, apesar de a IA acelerar a descoberta das falhas, nem sempre elas serão exploradas com sucesso.
Nesse caso, o desafio para as empresas é avaliar quais vulnerabilidades representam risco real e merecem correções antes que atacantes consigam aproveitá-las.
Brasil lidera em ataques cibernéticos na América Latina, diz IBM | Money News A pesquisa também indicou uma mudança importante na forma como criminosos aproveitam da tecnologia .
Eles não necessariamente usam a IA para ‘hacker’ sistemas.
No lugar, exploram a capacidade da tecnologia de ler informações e executar tarefas para encontrar vulnerabilidades online e convertê-las a seu favor.
Por exemplo: pesquisadores encontraram falhas em ferramentas como Microsoft 365 Copilot e Microsoft Word Copilot, incluindo riscos de exposição de arquivos e propagação de instruções maliciosas entre documentos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.